EDUCAÇÃO ESCOLAR EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA DA AMAZÔNIA PARAENSE: AVANÇOS, LIMITES E DESAFIOS DO PROGRAMA EJA MÉDIO CAMPO EM DEFESA DE UMA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v50i3.83130

Palavras-chave:

Currículo Escolar; Saberes Ancestrais; Território Quilombola

Resumo

Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de mestrado em educação, focando nos avanços, limites e desafios da política e prática curricular na escola de EJA, através do programa EJA Médio Campo na comunidade quilombola Moju Miri (Moju/Pará). A pesquisa se assentou no materialismo histórico-dialético em diálogo com os estudos decoloniais e na educação das relações étnico-raciais. Abordagem qualitativa, articulando pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Usou as técnicas da entrevista semiestruturada, observação participante. Os resultados revelam que o Programa, apesar de importantes contribuições em reconhecer e afirmar os saberes e cultura afro-brasileira quilombola no currículo, persistem limites e desafios em torno da constituição de uma escola e educação quilombola. O estudo evidencia a urgência de um currículo intercultural crítico, comprometido com a memória, a história e os saberes ancestrais de África e Afro-brasileiros, em particular de quilombolas.

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Biografia do Autor

Lucila leal da costa araujo, Universidade do Estado do Pará (UEPA), Abaetetuba, Pará, Brasil, lucilacosta1984@gmail.com

Doutoranda e Mestra em educação na Universidade do Estado do Pará-UEPA, pelo programa de pós graduação em educação da universidade estadual do Pará- PPGED/UEPA, na linha de pesquisa Saberes Culturais e Educação na Amazônia.Pesquisadora no Grupo de Pesquisa em Educação Básica Interdisciplinar da Amazônia Tocantina - GPEBIAT/IFPA e no Grupo de Estudo e Pesquisa em Pensamento Social e Educacional das Margens da Amazônia - GEPPSEMA/UEPA. Associada na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPEd. Professora de matemática no Programa EJA Médio Campo pela Secretaria de estado de educação do Pará- SEDUC-PA (Temporária). Ministra aulas em comunidades quilombolas no programa EJA Campo nível Médio inseridos na Educação do Campo, das Águas e das Florestas. Desenvolve pesquisas em: Educação de Jovens, Adultos e Idosos-EJAI. Educação Matemática. Etnomatemática. Educação do campo. Educação escolar Quilombola. Relação entre saberes tradicionais, ancestrais e específicos. Currículo escolar com práticas coloniais. Educação Intercultural. Epistemologia do sul. Pedagogia da alternância. Cartografia social. Pensamento decolonial. Contracolonização

Sérgio Roberto Moraes Correa, Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, Pará, Brasil,sergio.correa@uepa.br

Professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), vinculado ao Departamento de Filosofia e Ciências Sociais e ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED-UEPA). Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (PPGCS-UFCG) com Doutorado Sanduiche pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ. Pós-Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGED-UFRN), por meio do PROCAD-Amazônia. Coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Pensamento Social e Educacional das Margens da Amazônia (GEPPSEMA). Preferencialmente, o referido pesquisador vem orientando seus estudos sobre: Pensamento social e educacional crítico Latino Americano, com ênfase no Pensamento Brasileiro/Amazônico; Estudos pós(de)coloniais e educação; Movimento Sociais e Educação na Amazônia; Educação do Campo/Educação Popular; Sociologia da Educação etc.

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Publicado

2025-12-30 — Atualizado em 2025-12-30

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Como Citar

LEAL DA COSTA ARAUJO, Lucila; MORAES CORREA, Sérgio Roberto. EDUCAÇÃO ESCOLAR EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA DA AMAZÔNIA PARAENSE: AVANÇOS, LIMITES E DESAFIOS DO PROGRAMA EJA MÉDIO CAMPO EM DEFESA DE UMA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 50, n. 3, p. 984–998, 2025. DOI: 10.5216/ia.v50i3.83130. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/83130. Acesso em: 20 jan. 2026.

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