DE ANGICOS PARA O MUNDO: A TRAJETÓRIA E A INTERNACIONALIZAÇÃO DO PENSAMENTO DE PAULO FREIRE
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v50i3.83091Palavras-chave:
Paulo Freire; Pedagogia Crítica; Educação Dialógica; Estruturas Educacionais.Resumo
Este artigo tem como finalidade analisar a trajetória e a internacionalização do pensamento de Paulo Freire, destacando sua contribuição singular para a consolidação da pedagogia crítica em escala global. Fundamentados nos trabalhos de Bell Hooks, Peter McLaren, Henry Giroux e Michel Apple, busca-se destacar a importância da abordagem freireana na formação de cátedras, institutos e movimentos sociais. Desse modo, a partir de revisão bibliográfica e documental, investigam-se os desdobramentos de sua atuação educacional em contextos diversos, como América Latina, África, Europa e América do Norte, bem como o impacto de suas obras em diversas áreas. Ademais, busca-se evidenciar que sua concepção de educação dialógica, humanista e politicamente comprometida permanece atual diante dos desafios contemporâneos da educação pública. Conclui-se que as ideias de Freire constituem um legado teórico e prático essencial à luta por justiça social, emancipação e transformação das estruturas educacionais.
Downloads
Referências
AGOSTINI, N. Os desafios da Educação a partir de Paulo Freire & Walter Benjamin. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.
ALMEIDA, L. C. Paulo Freire: presente! Levantamento bibliográfico em Educação & Sociedade. Educação & Sociedade, Campinas, SP, v. 42, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/FhCRccw4cxBhL7hCJDg9dcJ/. Acesso em: 13 jun. 2025.
APPLE, M. W. A educação pode mudar a sociedade? Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
APPLE, M. W. Can education change society? United Kingdom: Routledge, 2013.
AZEVEDO, R. M.; BASTIANI, T. M. Paulo Freire em tempos neoconservadores. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 49, n. especial, p. 634-647, 2024. DOI: 10.5216/ia.v49ied.especial.78347. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/78347. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Decreto nº 3.029, de 9 de janeiro de 1881. Lei Saraiva, Lei do Censo. Reforma a legislação eleitoral. Coleção de Leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, 1881. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3029-9-janeiro-1881-546079-publicacaooriginal-59786-pl.html. Acesso em: 6 jun. 2025.
CALDART, R. S. Pedagogia do Movimento Sem Terra. 3.ed. São Paulo: Expressão Popular.
CAMBI, F. História da Pedagogia. São Paulo: Fundação da editora da UNESP (FEU), 1999.
FREIRE, A. M. M. Paulo Freire uma história de vida. Indaiatuba, SP: Vila das letras, 2006.
FREIRE, P. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1965.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Porto: Afrontamento, 1975.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1968.
GADOTTI, M. Paulo Freire: uma Biobibliografia. São Paulo: Cortez, 1996.
GIROUX, H. On critical pedagogy. London: Continuum, 2011.
HADDAD, S. O educador: um perfil de Paulo Freire. São Paulo: Todavia, 2019.
HAMMES, L. J.; ZITKOSKI, J. J.; BOMBASSARO, L. C. Atualidade da pedagogia do oprimido: construindo esperança e mobilizando lutas emancipatórias. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 16, n. 4, p. 1008-1028, out./dez. 2018. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/39440. Acesso em: 6 jun. 2025.
HOOKS, B. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. 2. ed. São Paulo: Editora WMF Martins fontes, 2017.
HOOKS, B. Teaching to transgress: education as the practice of freedom. Routledge: United Kingdom, 1994.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. Censo da Educação Superior 2023: notas estatísticas. Brasília, DF: Inep, 2024. Disponível em: https://abmes.org.br/arquivos/documentos/notas_estatisticas_censo_escolar_2023-siteabmes.pdf . Acesso em: 12 mar. 2025.
LAKATOS, E, M.; MARCONI, M. A. Metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
LYRA, C. As quarenta horas de Angicos: uma experiência pioneira da educação. São Paulo: Cortez, 1996.
MCLAREN, P. A pedagogia da possibilidade de Paulo Freire. Educação, sociedade & culturas, Porto, n. 10, p. 57-82, 1998. Disponível em: https://www.up.pt/journals/index.php/esc-ciie/article/view/1366. Acesso em: 28 maio 2021.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 9. ed. São Paulo: Hucitec, 2001.
OLIVEIRA, I. A.; SANTOS, T. R. L. Paulo Freire na América Latina e nos Estados Unidos: cátedras e grupos de pesquisas. Revista Educação em Questão, [S. l.], v. 56, n. 48, 2018.Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/15177. Acesso em: 14 abr. 2024.
SOUZA, A. I. (ed.). Paulo Freire: vida e obra. São Paulo: Expressão Popular, 2001.
STRECK, D. Educação popular e movimentos sociais. São Paulo: Paulus, 2008.
UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION. The Paulo Freire archives. Disponível em: https://www.unesco.org/en/memory-world/collection-educator-paulo-freire. Acesso em: 10 maio 2025.
Publicado
Versões
- 2026-03-18 (2)
- 2025-12-30 (1)
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Alex Cruz Brasil, Lucas Alves Furtado, Valdoir Pedro Wathier, Rafael Barcelos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Inter-Ação utiliza como base para transferência de direitos a licença Creative Commons Attribution 4.0 para periódicos de acesso aberto (Open Archives Iniciative - OAI). Por acesso aberto entende-se a disponibilização gratuita na Internet, para que os usuários possam ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos, processá-los para indexação, utilizá-los como dados de entrada de programas para softwares, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem barreira financeira, legal ou técnica.
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.





