PEDAGOGIA EM UM CONTEXTO NÃO ESCOLAR: FORMAÇÃO E ATRIBUIÇÕES DE PEDAGOGAS COMO ORIENTADORAS SOCIAIS NO CRAS
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v50i3.83069Palavras-chave:
Pedagogia; Formação; Educação Não Escolar; CRAS.Resumo
Este estudo é uma pesquisa exploratória, descritiva e empírica sobre os processos formativos e as atribuições de pedagogas como orientadoras sociais em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mineiro. A abordagem de pesquisa utilizada foi a qualitativa de base decolonial; os dados foram coletados por meio da pesquisa bibliográfica, documental e de uma entrevista semiestruturada com a coordenação de um CRAS de um município mineiro para entender as atribuições das pedagogas. Dentre os resultados encontrados, constata-se a relevância da Pedagogia em contextos de educação não escolar (ENE) com processos formativos diferenciados e focados em demandas de públicos específicos do CRAS.
Downloads
Referências
BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.
BRASIL. Lei n. 12.435, de 06 de julho de 2011. Altera a Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, que dispõe sobre a organização da Assistência Social. Brasília: MDS, 2011.
BRASIL. Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social. Brasília: MDS, 2009.
BRASIL. Perguntas frequentes: serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. Brasília: Ministério da Cidadania, 2022.
BRASIL. Política Nacional de Assistência Social. Brasília: MDS, 2004.
BRANDÃO, C. R. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense, 2007.
CADSUASWEB. Sistema de cadastro das instituições do SUAS. Brasília: MDS, 2023.
CARVALHO, S. C. de; SILVA, F. G. O. da. Apontamentos sobre os espaços sócio-ocupacionais da Pedagogia não escolar. Horizontes, Itatiba, v. 38, n. 1. 2020. Disponível em: <<https://doi.org/10.24933/horizontes.v38i1.889>>. Acesso em: 12 ago 2023.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GOHN, M. da G. Educação não-formal e o educador social: atuação no desenvolvimento de projetos sociais. São Paulo: Cortez, 2010.
GOHN, M. da G. Educação não formal nas instituições sociais. Revista Pedagógica, Chapecó, n. 18, v. 39. 2016. Disponível em: <<https://doi.org/10.22196/rp.v18i39.3615>> Acesso em: 15 set 2023.
LIBANÊO, J. C. Diretrizes curriculares da Pedagogia: imprecisões teóricas e concepção estreita da formação profissional de educadores. Educação e Sociedade, Campinas, v. 27, n. 96, out. 2006. <<https://doi.org/10.1590/S0101-73302006000300011>>. Acesso em: 12 ago 2023.
LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos, para quê? 2.ed. São Paulo: Cortez, 1999.
LIBÂNEO, J. C. O dualismo perverso da escola pública brasileira: escola do conhecimento para os ricos, escola do acolhimento social para os pobres. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 38, n. 1, 133-146. 2012. Disponível em: <<https://doi.org/10.1590/S1517-97022011005000001>>. Acesso em: 15 set. 2023.
MALDONADO-TORRES, N. Analítica da colonialidade e da decolonialidade: algumas dimensões básicas. In: BERNARDINO-COSTA, J. et al. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. 2ª ed. Belo Horizonte: Autentica, 2020. p. 27-54.
MARQUES, J. B. V.; FREITAS, D. de. Fatores de caracterização da educação não formal: uma revisão da literatura. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 43, n. 4, out./dez. 2017. Disponível em: <<https://doi.org/10.1590/S1517-9702201701151678>>. Acesso em: 12 jul. 2023.
MIRANDA, B. dos A.; SILVA, F. G. O. da. Pedagogia Social nos CRAS: Novos Entrecruzamentos Identitários para os/as Pedagogos/as. Emancipação, Ponta Grossa, v. 17, n. 1. 2017. 74–89. Disponível em: <<https://doi.org/10.5212/Emancipacao.v.17i1.0006>>. Acesso em: 15 ago. 2023.
MONTEIRO, A. L.; COSTA, A. R. L. O Pedagogo no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Acta Sapientia, Fortaleza, v. 4, n. 1, 2017. Disponível em: <<http://actasapientia.com.br/index.php/acsa/article/view/20>>. Acesso em: 15 set. 2023.
SILVA, F. G. O. da; SANTOS, V. L. F. dos. Pedagogia social: da adjetivação à construção de um campo de atuação de pedagogos. In: CIRÍACO, K. T.; BEZERRA, G. Educação básica, formação de professores e inclusão: práticas e processos educacionais em diferentes cenários. Curitiba: CRV, 2013. p. 177-190.
SILVA, R. As Bases científicas da Educação não formal. In: SOUZA NETO, J. C. et al. Pedagogia Social. São Paulo: Expressão e Arte Editora, 2009. p. 179-194.
SOUZA, M. A. S. O lugar da educação não escolar nos currículos de Pedagogia. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 102, n. 262, 680-706. 2021. Disponível em: <<https://dx.doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.102i262.4573>>. Acesso em: 15 jul. 2023.
TRILLA, J. A educação não–formal. In: GHANEM, Elie et al. Educação formal e Não-Formal. São Paulo: Ed. Summus, 2008. p. 15-58.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Eliza Tomazia Freitas Souza, Fernando Guimarães Oliveira da Silva, Vinícius Rodrigues Cáceres

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Inter-Ação utiliza como base para transferência de direitos a licença Creative Commons Attribution 4.0 para periódicos de acesso aberto (Open Archives Iniciative - OAI). Por acesso aberto entende-se a disponibilização gratuita na Internet, para que os usuários possam ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos, processá-los para indexação, utilizá-los como dados de entrada de programas para softwares, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem barreira financeira, legal ou técnica.
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.



