Direito aos bens culturais na infância: o livro literário como instrumento intelectual e afetivo
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v43i1.50777Resumo
Este texto discutirá a relação da infância com a literatura em sua natureza estética e artística, enquanto um bem social, como um direito de todas as crianças a despeito da idade, classe social, etnia e outros. Pretende-se trazer, para o debate, movimentos considerados próprios da infância que não incluem o livro literário no cotidiano, naturalizando-a como um objeto sisudo e distante da vivacidade infantil. Atenta-se ainda para os aspectos pragmáticos que envolvem o fazer literário, validando ações objetivas, com efeitos deterministas e moralistas. Neste sentido, o direito ao livro se faz diluído sob efeitos de um objeto visto mais como redentor e menos como interação em um movimento diversamente complexo e contraditório no mundo da criança.
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