A perspectiva enativa como uma possibilidade de fundamentação para práticas na educação musical

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/mh.v22.71085

Palavras-chave:

Educação Musical, Enativismo, Cognição, Cognição Musical Incorporada

Resumo

Este texto tem o objetivo de discutir a perspectiva enativa como uma possibilidade de fundamentação para práticas na educação musical, considerando que tal perspectiva permite uma visão ativa do ensino e aprendizagem de música. A partir da busca de uma definição conceitual e de situar o enativismo em distintas bibliografias, o presente texto caracteriza a cognição musical incorporada, apresenta diálogos com a literatura e reflete sobre implicações de uma perspectiva enativa para o ensino e aprendizagem de música, enfatizando sua relação com o caráter ativo de todo o fazer musical. O artigo também discute a inseparabilidade entre conteúdos musicais e extramusicais, incluindo a importância das experiências das pessoas e suas contextualizações com seus mundos socioculturais. Por fim, o texto apresenta a relação entre a práxis e o enativismo, bem como a aplicação do enativismo como fundamentação para diferentes práticas na educação musical. As análises realizadas neste texto podem auxiliar educadores musicais na ampliação e aprofundamento de fundamentações e reflexões sobre o ensino e a aprendizagem na educação musical a partir da perspectiva enativa.

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Biografia do Autor

Anderson Toni, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil, andersontoni12@gmail.com

Anderson Toni é doutorando em Música - linha de pesquisa Cognição/Educação Musical - pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mestre em Música e graduado em Licenciatura em Música pela mesma instituição. Seus interesses de formação e atuação se concentram nas áreas da educação e da cognição musical, com foco no engajamento e suas relações com as experiências emocionais e as conexões sociais entre as pessoas nas práticas musicais. Possui experiência no ensino de musicalização infantil em escolas da rede privada e no ensino de teoria musical, percepção e solfejo para jovens e adultos. Também atua na produção de materiais didáticos para a Educação Básica e o Ensino Superior.

Rafael Prim Meurer, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, rafael.p.meurer@gmail.com

Rafael Prim Meurer é doutorando em Música - linha de pesquisa Educação Musical - pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), mestre em Música e graduado em Licenciatura em Música pela mesma instituição. Em seu mestrado, desenvolveu uma pesquisa sobre a relação entre ideias de corpo e ações pedagógico-musicais na prática coral e atualmente, em seu doutorado, desenvolve uma investigação acerca do corpo no ensino de canto, tomando como referencial teórico principal a filosofia de Friedrich Nietzsche. É cantor do grupo Cesto Empírico desde 2019

Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, sergiofigueiredo.udesc@gmail.com

Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo é bacharel em Composição e Regência, mestre em Música – Educação Musical e doutor em Educação Musical. Atualmente é professor associado aposentado da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), atuando nas áreas de canto coral, regência e educação musical. Foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Música – Mestrado da UDESC. Foi presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), membro da diretoria da Associação Nacional de Pesquisa em Pós-Graduação em Música (ANPPOM) e integrou a diretoria da International Society for Music Education (ISME). Desenvolve pesquisas nos temas: educação musical e formação de professores generalistas e especialistas, música na educação básica, legislação educacional e políticas públicas, canto coral e regência.

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Publicado

2022-06-24

Como Citar

TONI, A.; MEURER, R. P.; FIGUEIREDO, S. L. F. de. A perspectiva enativa como uma possibilidade de fundamentação para práticas na educação musical. Revista Música Hodie, Goiânia, v. 22, 2022. DOI: 10.5216/mh.v22.71085. Disponível em: https://revistas.ufg.br/musica/article/view/71085. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos