Recursos vegetais da Restinga de Carapebus, Rio de Janeiro, Brasil

Autores

  • Marcelo Guerra Santos
  • Paulo César Ayres Fevereiro
  • Geisa Lauro Reis
  • Jorge Inácio Barcelos

DOI:

https://doi.org/10.5216/rbn.v6i1.12628

Palavras-chave:

Etnobotânica, Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, potencial econômico, restinga

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo identificar os recursos vegetais do ecossistema restingautilizados na Restinga de Carapebus, Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, Rio de Janeiro, Brasil. Foram realizadas 13 visitas, com duração média de uma semana cada, na área de estudo e os informantes especialistas foram indicados pela população. Para cada espécie são apresentados o nome local, a categoria de uso, as indicações populares e o tipo de formação vegetal de sua ocorrência narestinga. Foi identificada apenas uma pessoa na região de Carapebus que conhece, utiliza e indicaas plantas da restinga para vários usos. O informante indicou 119 espécies utilizadas, distribuídas em 100 gêneros e 49 famílias, sendo as famílias Myrtaceae (10 espécies), Clusiaceae e Rubiaceae (ambas com 6 espécies) as mais representativas em número de espécies. As plantas utilizadas foram classificadas nas categorias: alimentar, medicinal, ornamental, tecnologia, higiênica, aromatizante,construção e combustível. As espécies de uso medicinal dominaram, com 45 representantes, entre as quais, a aplicabilidade antidiarreica contou com o maior número de espécies (10). A maioria das espécies utilizáveis (67) ocorre na formação arbustiva aberta de Clusia. Os resultados apresentados neste trabalho são de fundamental importância para a preservação cultural da utilização dos recursos vegetais na Restinga de Carapebus.

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Publicado

13-12-2010

Como Citar

SANTOS, M. G.; FEVEREIRO, P. C. A.; REIS, G. L.; BARCELOS, J. I. Recursos vegetais da Restinga de Carapebus, Rio de Janeiro, Brasil. Revista de Biologia Neotropical / Journal of Neotropical Biology, Goiânia, v. 6, n. 1, p. 35–54, 2010. DOI: 10.5216/rbn.v6i1.12628. Disponível em: https://revistas.ufg.br/RBN/article/view/12628. Acesso em: 5 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigos