A feminização da universidade medieval, um fenômeno histórico, antropológico e filosófico

o caso da Universidade de Montpellier

Autores

  • Raúl Humberto Velis Chávez Université de Montpellier, Montpellier, França, raul.velis@catolica.edu.sv

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v25i2.63720

Resumo

O processo de feminização das instituições de ensino é um fato que pode e deve ser analisado a partir de uma perspectiva holística que envolve não só aspectos pedagógicos e didáticos, mas também aspectos sociais, antropológicos e filosóficos. No caso das grandes Universidades Européias, que foram fundadas durante a Idade Média, elas nasceram como instituições puramente masculinas, ou seja, sem a presença ou contribuição das mulheres. Esta situação discriminatória duraria mais de setecentos anos, pois seria até o século XI que as primeiras mulheres teriam a oportunidade de entrar nestas casas de conhecimento como estudantes. Por outro lado, o feminismo e sua evolução histórica e filosófica tem estado intimamente ligado à conquista de vários direitos das mulheres, entre os quais um dos mais importantes é o direito à educação superior.

Este artigo apresenta os resultados de pesquisas realizadas para analisar precisamente o fenômeno da feminização da Universidade de Montpellier e suas possíveis ligações com a evolução filosófica do feminismo europeu.

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Biografia do Autor

Raúl Humberto Velis Chávez, Université de Montpellier, Montpellier, França, raul.velis@catolica.edu.sv

Doutor em Science de L’Éducation pela Université de Montpellier.

Publicado

2020-10-20

Como Citar

VELIS CHÁVEZ, R. H. A feminização da universidade medieval, um fenômeno histórico, antropológico e filosófico: o caso da Universidade de Montpellier. História Revista, Goiânia, v. 25, n. 2, p. 291–308, 2020. DOI: 10.5216/hr.v25i2.63720. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/63720. Acesso em: 4 jul. 2022.