Características do parto e involução uterina em ovelhas nativas do pantanal brasileiro

Autores

  • Carlos E. dos S. Fernandes Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Cristiane Fabiane Cigerza Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Guilherme dos Santos Pinto Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Cesar Miazi Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Marcos Barbosa-Ferreira Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Charles Ferreira Martins Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5216/cab.v14i2.17926

Palavras-chave:

Ovinos, Parto, Período Pós-parto, Leucócitos, Ultrassonografia

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever aspectos do parto e da involução uterina em ovelhas nativas do Pantanal. Foram estudadas 57 fêmeas pluríparas com cio sincronizado. Ao parto, avaliou-se sua classificação (simples ou gemelar), o tempo de expulsão da placenta, peso da placenta, total de diâmetro dos cotilédones, além do sexo e peso do cordeiro. A involução uterina foi avaliada pelo perfil leucocitário e de células de descamação (esfregaços cérvico-uterinos) e pela ultrassonografia uterina transretal nos dias 1, 7, 14, 21 e 28 dias pós-parto. O peso da placenta foi superior (P<0,05) nas fêmeas nascidas tanto dos partos simples quanto nos gemelares seguido pelo total de cotilédones. O tempo de expulsão da placenta e diâmetro dos cotilédones não diferiu (P<0,05) entre o sexo e parto. Os períodos 1, 7 e 14 dias pós-parto apresentaram valores superiores (P<0,05) para neutrófilos nos partos gemelares (78,5±9,5; 58,5±9,6 e 31,9±9,8, respectivamente). Macrófagos diferiram (P<0,05) nos períodos 1 e 14 para fêmeas com partos gemelares (12,5±1,6 e 6,7±1,6, respectivamente). A análise da regressão revelou ajuste quadrático (P<0,001) para o diâmetro, área e volume uterinos considerando todo o período pós-parto. As características observadas ao parto nas ovelhas nativas são semelhantes a ovelhas de outras raças. O perfil leucocitário e análise ultrassonográfica sugerem que a involução uterina nas ovelhas nativas do Pantanal varia entre 14 e 21 dias após o parto.

PALAVRAS-CHAVE: leucócitos; ovinos; parto; período pós-parto; ultrassonografia.

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Biografia do Autor

Carlos E. dos S. Fernandes, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Cristiane Fabiane Cigerza, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Guilherme dos Santos Pinto, Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Cesar Miazi, Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Marcos Barbosa-Ferreira, Faculdade UNIDERP/Anhanguera, Centro Tecnológico para Ovinocultura , Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Charles Ferreira Martins, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

Publicado

2013-06-27

Como Citar

FERNANDES, C. E. dos S.; CIGERZA, C. F.; PINTO, G. dos S.; MIAZI, C.; BARBOSA-FERREIRA, M.; MARTINS, C. F. Características do parto e involução uterina em ovelhas nativas do pantanal brasileiro. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 14, n. 2, p. 245–252, 2013. DOI: 10.5216/cab.v14i2.17926. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/17926. Acesso em: 28 mar. 2025.

Edição

Seção

Medicina Veterinária

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