A ESPACIALIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO: O CASO DO PROJETO ESCOLAS DO AMANHÃ NA REDE MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO-RJ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/signos.v4.70405

Palavras-chave:

IDEB, Escolas do amanhã, Geografia da Educação, Políticas públicas em Educação.

Resumo

A partir dos anos 1990, a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a política de fundos quase universalizou o ensino fundamental em nosso território. Essa situação trouxe para a escola um novo contingente populacional outrora excluído de sua produção, criando uma sensação de crise na qualidade da escola estatal. Para enfrentá-la, adotou-se em várias redes a disseminação de políticas de intervenção para melhoria da qualidade educacional. Nesse contexto, em 2009, a prefeitura do Rio de Janeiro lançou o projeto Escolas do Amanhã, que buscou combater evasão escolar e baixos valores de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em unidades localizadas nas zonas conflagradas do espaço urbano. O objetivo geral do presente texto consiste em analisar a espacialidade da conformação do projeto Escolas do Amanhã. Para tanto, priorizou-se o levantamento de textos normativos referentes ao programa educacional da prefeitura que estivessem relacionados à espacialidade do Ideb no tocante à rede e às escolas-alvo do projeto. Concluiu-se que a implementação das Escolas do Amanhã foi baseada na aquisição de métodos pedagógicos prontos e oriundos de instituições privadas, retirando a autonomia da escola como produtora de soluções em sua concretude. A análise temporal do Ideb indicou que as escolas escolhidas seguiram o desempenho da rede municipal como um todo, evidenciando a ausência de mudanças efetivas.

Biografia do Autor

Isaac Gabriel Gayer Fialho da Rosa, Rede Básica de Ensino, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, isaacdarosa@yahoo.com.br

Possui graduação em Licenciatura e bacharelado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005), possui curso de pós-graduação em Educação Básica – modalidade Gestão Escolar pela UERJ (2007), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009), doutorado em Geografia pela UFRJ (2014). Configura-se como professor efetivo do Colégio Pedro II e docente de ensino superior da UVA, e já atuou no ensino superior da FEUC e Cederj. Atuando principalmente nos seguintes temas de pesquisa: Educação escolar, escravidão, África subsaariana, África e sistema-mundo, geotecnologias e formação de professores.

Endereço profissional: R. Bernardo de Vasconcelos, 941 – Realengo, Rio de Janeiro – RJ, 21710-261.

E-mail: isaacdarosa@yahoo.com.br

Elton Simões Gonçalves, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Nilópolos, Rio de Janeiro, Brasil, eltongeosg@gmail.com

Geógrafo e professor (UFRJ, 2006). Doutor em Geografia (PUC-Rio, 2019) na linha de pesquisa Espaço, Cotidiano e Sustentabilidades. Mestre em Geografia (UFRJ, 2012) na área de concentração Planejamento e Gestão do Território. Especialista em Educação Básica –modalidade Ensino de Geografia (UERJ/FFP, 2007). Docente do quadro permanente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Nilópolis (2009). Professor na Fundação de Apoio à Escola Técnica (2014), unidade ETEJK, onde também exerce a função de bolsista preceptor do programa Residência de Pedagogia – Geografia/UERJ desde novembro de 2020. Membro do Núcleo de Estudos de Geografia Fluminense (NEGEF/UERJ). Tem experiência nas áreas de Geografia Rural, Ensino de Geografia e Geoprocessamento.

Endereço profissional: R. Lúcio Tavares, 1045 – Centro, Nilópolis – RJ, 26530-060.

E-mail: eltongeosg@gmail.com

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Publicado

2022-03-07

Edição

Seção

Artigos