A RETOMADA EPISTEMOLÓGICA KAIOWÁ E GUARANI: CIÊNCIAS INDÍGENAS, AUTONOMIAS E LUTAS TERRITORIAIS COMO EIXOS POLÍTICOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v47i1.71401

Resumo

O artigo analisa a importância das ciências indígenas como eixo político da luta territorial, da autonomia e dos caminhos para uma retomada epistemológica. Propomos reunir uma série de produções de intelectuais acadêmicos indígenas do período de 2009 a 2021 que expressam o protagonismo e os modos de engajamento da produção com a luta política em defesa dos direitos territoriais originários e por uma maior simetria entre as epistemes/ciências indígenas e os científicos-acadêmicos. Debruçamo-nos sobre dissertações e teses de pesquisadoras/es Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul, semeando um diálogo sob uma abordagem anticolonial com os eixos políticos dos conhecimentos dessas/es autoras/es, aprendendo a reorientar nossos olhares e a situar em pé de horizontalidade as ciências dos povos e as ciências não-indígenas.

PALAVRAS-CHAVE: Autonomias. Ciências Indígenas. Guarani. Kaiowá. Lutas Territoriais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gislaine Monfort, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, gislainecmonfort@gmail.com

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), mestra e graduada pela mesma universidade. Compõe o Coletivo GeoPovos/UFGD. Geógrafa Discente do Programa de Pós Graduação de Geografia da Universidade Federal da Grande /PPGG/UFGD - Bolsista CAPES. Participa do Coletivo Autônomo de Apoio Mútuo às Mulheres Indígenas (MS). Tem interesse em estudos relacionados a geografias anarquistas e autonomias territoriais indígenas; lutas anticoloniais; lutas de libertação das mulheres; sabedorias tradicionais e memória biocultural; crises ecológicas e Ecologia Política. Em busca de profundos aprendizados com as formas político-organizativas dos povos e as múltiplas geografias de resistência autônoma na Abya Yala e em outras latitudes do mundo.

Laura Jane Gisloti, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, lauragisloti@ufgd.edu.br

Bióloga, doutora e mestra em Biologia Animal pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professora da Faculdade Intercultural Indígena (FAIND) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Feminista e Educadora Popular, atuando nos cursos de Licenciatura em Educação do Campo (Leduc) e Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu. É docente e orientadora do Programa de Pós-Graduação em Entomologia e Conservação da Biodiversidade (PPGECB) e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Territorialidade (PPGET) da mesma instituição. No Ensino ministra os componentes curriculares relacionados à Etnobiologia, com foco no Ensino de Ciências em uma perspectiva interdisciplinar, intercultural, anticolonial, antirracista, antipatriarcal e freireana. Integra a Coletiva Autônoma de Apoio Mútuo às Mulheres Indígenas e a Marcha Mundial de Mulheres/MS.

Downloads

Publicado

2022-04-30

Como Citar

MONFORT, G. .; GISLOTI, L. J. A RETOMADA EPISTEMOLÓGICA KAIOWÁ E GUARANI: CIÊNCIAS INDÍGENAS, AUTONOMIAS E LUTAS TERRITORIAIS COMO EIXOS POLÍTICOS. Revista Inter Ação, Goiânia, v. 47, n. 1, p. 184–202, 2022. DOI: 10.5216/ia.v47i1.71401. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/71401. Acesso em: 9 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos