"A ESCOLA PEDIU A DOCUMENTAÇÃO E EU TIVE QUE EXPLICAR QUE SÓ TEM O PROTOCOLO DA POLÍCIA FEDERAL”: CRIANÇA REFUGIADA E EDUCAÇÃO

Autores

  • Maria Fernanda Rezende Nunes Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil, nunes.mariafernandarezende@gmail.com https://orcid.org/0000-0003-3696-9369
  • Domenique Sendra Heiderique Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil, nick.sendra@gmail.com https://orcid.org/0000-0001-9454-9624

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.67910

Resumo

Considerando o conceito da dupla vulnerabilidade da criança refugiada, este artigo se propõe a iluminar as condições com as quais essas crianças se inserem nos estabelecimentos de ensino, a partir do olhar de suas mães. Para tanto, o trabalho busca relacionar entrevistas realizadas com cinco mulheres refugiadas, nacionais da República Democrática do Congo, que possuíam filhos matriculados na rede pública no ano de 2019, com os aparatos legais que regulamentam a educação no Brasil, especificamente no que tange à documentação para acesso à instituição educacional. A análise realizada permite reconhecer três condicionantes que trazem à luz os desafios da integração de crianças refugiadas: as dificuldades de acesso à escola pública devido ao desconhecimento da validade do documento de refúgio, a língua como barreira para a integração e o preconceito vivido dentro do ambiente escolar.

PALAVRAS-CHAVE: Educação. Refúgio. Infância. Escola Pública.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Fernanda Rezende Nunes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil, nunes.mariafernandarezende@gmail.com

Professora Titular-Livre em Educação Infantil do Departamento de Didática da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1981), mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1995) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005). É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNIRIO. Coordena o grupo de pesquisa Educação Infantil e políticas públicas (EIPP).

Domenique Sendra Heiderique, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil, nick.sendra@gmail.com

Mestra em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2015). Atualmente é professora nos anos iniciais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Refúgio e Migração.

Downloads

Publicado

31-08-2021

Como Citar

Nunes, M. F. R. ., & Heiderique, D. S. . (2021). "A ESCOLA PEDIU A DOCUMENTAÇÃO E EU TIVE QUE EXPLICAR QUE SÓ TEM O PROTOCOLO DA POLÍCIA FEDERAL”: CRIANÇA REFUGIADA E EDUCAÇÃO. Revista Inter Ação, 46(2), 662–678. https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.67910