A ONTOLOGIA DO TRABALHO: O PARADGMA NEOLIBERAL E SUAS CONSEQUENCIAS NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v45i1.61164

Resumo

Tomando como premissa a instauração da vida social dos homens, Marx assinala duas dimensões ontológicas do trabalho: a positiva, como base constitutiva e eterna da vida social dos homens; e a negativa, como contingente e superável posto que se refere à sua dimensão alienada, estranhada, sob a forma de fetichismo da mercadoria, e que se espalha por todos os complexos sociais, inclusive na educação escolar. Essas considerações de Marx, depois retomadas por Lukács, podem ser constatadas na atualidade, e mais ainda diante das reformas neoliberais vinculadas ao processo de globalização. Partindo dessas considerações este artigo objetiva delinear a ontologia do trabalho nessa dupla dimensão, destacando que o paradigma neoliberal tem suas consequências não somente no processo do trabalho, mas, também, na educação escolar cuja finalidade passa a ser a formação do trabalhador para a economia de mercado.

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Biografia do Autor

Fátima Maria Nobre Lopes, Universidade Federal do Ceará - UFC

Fátima Maria Nobre Lopes: Doutora em Educação, Mestre e Licenciada em Filosofia. Professora de Filosofia da FACED/UFC. Membro Permanente do PPG de Educação e de Filosofia da UFC. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa Ontologia do Ser Social, Ética e Formação Humana – GEPOS, certificado pelo CNPq. Editora da Revista Educação em Debate da UFC. E-mail: fatimanobreufc@gmail.com

 

Adauto Lopes da Silva Filho, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e em Educação, ambos da UFC. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa: Teoria Crítica, Filosofia e Educação, certificado pelo CNPq desde 2009.

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Publicado

2020-05-15

Como Citar

NOBRE LOPES, F. M.; SILVA FILHO, A. L. da. A ONTOLOGIA DO TRABALHO: O PARADGMA NEOLIBERAL E SUAS CONSEQUENCIAS NA EDUCAÇÃO ESCOLAR. Revista Inter Ação, Goiânia, v. 45, n. 1, p. 81–95, 2020. DOI: 10.5216/ia.v45i1.61164. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/61164. Acesso em: 26 set. 2022.