ADIÇÃO DE FITASE EM RAÇÕES COM DIFERENTES NÍVEIS DE ENERGIA METABOLIZÁVEL, PROTEÍNA BRUTA E FÓSFORO DISPONÍVEL PARA FRANGOS DE CORTE DE 1 A 21 DIAS

Autores

  • Renata Ribeiro Alvarenga
  • Adriano Kaneo Nagata Tortuga
  • Paulo Borges Rodrigues Universidade Federal de Lavras
  • Márcio Gilberto Zangeronimo Universidade Federal de Lavras
  • Luis Eduardo Avelar Pucci Universidade Federal de Lavras
  • Renato Hespanhol

Palavras-chave:

Aditivo, enzimas, nutrição, qualidade das excretas, proteína ideal

Resumo

Objetivou-se avaliar o desempenho e a excreção de poluentes em frangos de corte de 1 a 21 dias recebendo dietas com fitase combinada com diferentes níveis de energia metabolizável (EMAn), proteína bruta (PB) e fósforo disponível (Pd) e suplementadas com aminoácidos. Para a avaliação do desempenho, 1.350 pintos machos Cobb com um dia de idade (peso de 45,5 ± 0,9g) foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x2+1 (quatro níveis de EMAn – 2850, 2950, 3050 e 3150 kcal/kg – e dois de PB com fósforo disponível – 17 com 0,34% e 19 com 0,26%, respectivamente, todos com fitase – e um tratamento adicional – controle, sem fitase, com 21% PB, 3000 kcal/kg de EMAn e 0,46% de Pd), em seis repetições de 25 aves cada. Para a avaliação da excreção de poluentes, foram utilizados 270 pintos aos 14 dias de idade alojados em gaiolas metabólicas em grupos de cinco, durante sete dias, utilizando-se o mesmo delineamento. O uso de fitase, apesar de reduzir a excreção de fósforo e de cobre, piorou o ganho de peso e a conversão alimentar, em todos os planos nutricionais estudados. Em rações com fitase, os níveis energéticos reduziram de forma linear o consumo de ração e melhoraram a conversão alimentar e a excreção de cálcio e potássio. A energia reduziu a excreção de nitrogênio, fósforo e zinco somente em rações com 17% PB e 0,34% de Pd. A redução da PB em rações com fitase melhorou a conversão alimentar, além de reduzir a excreção de nitrogênio e potássio. Conclui-se que a fitase piora o desempenho de frangos de corte até a terceira semana de idade quando combinada com níveis reduzidos de PB e Pd.

PALAVRAS-CHAVE: aditivo; enzimas; nutrição; qualidade das excretas; proteína ideal.

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Biografia do Autor

Renata Ribeiro Alvarenga

Médico Veterinário, formado em 2002 pela Universidade Federal de Lavras, mestrado, doutorado e pós-doutorado nesta mesma Universidade. Atualmente pesquisador e bolsista de pós-doutorado pela Fapemig, atuando na área de concentração nutrição de monogástricos.

Adriano Kaneo Nagata, Tortuga

Tortuga Cia Zootécnica Agrária (São Paulo, SP)

Paulo Borges Rodrigues, Universidade Federal de Lavras

Professor doutor do Departamento de Zootecnia da UFLA (Lavras, MG)

Márcio Gilberto Zangeronimo, Universidade Federal de Lavras

Professor pós-doutor do Departamento de Medicina Veterinária da UFLA (Lavras, MG)

Luis Eduardo Avelar Pucci, Universidade Federal de Lavras

Pós-doutorando em Zootecnia pelo Departamento de Zootecnia da UFLA (Lavras, MG)

Renato Hespanhol

Zootecnista

Publicado

2011-12-20

Como Citar

ALVARENGA, R. R.; NAGATA, A. K.; RODRIGUES, P. B.; ZANGERONIMO, M. G.; PUCCI, L. E. A.; HESPANHOL, R. ADIÇÃO DE FITASE EM RAÇÕES COM DIFERENTES NÍVEIS DE ENERGIA METABOLIZÁVEL, PROTEÍNA BRUTA E FÓSFORO DISPONÍVEL PARA FRANGOS DE CORTE DE 1 A 21 DIAS. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 12, n. 4, p. 602–609, 2011. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/10247. Acesso em: 7 jul. 2022.

Edição

Seção

Produção Animal