Complexidade, Imaginário, Educação

uma carta de navegação

Autores

  • Iduina Chaves Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, iduina@globo.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/teri.v10i1.66921

Palavras-chave:

Palavras chave: Complexidade; Imaginário; Narrativa; Educação.

Resumo

Resumo: O objetivo deste artigo é o de compreender as relações existentes entre complexidade, imaginário e educação e de como aplicar esses conhecimentos para repensar a organização escolar e a prática docente, nas quais se realizam as práticas simbólicas organizadoras do real social, no intuito de acolher e de conhecer a cultura individual ou de um grupo, para efetivar uma prática condizente com o atual cenário em que vivemos. Trata-se de um estudo qualitativo, ancorado no paradigma da complexidade, de Edgar Morin, e nas “Estruturas Antropológicas do Imaginário”, de Gilbert Durand, e fortalecido por estudos de renomados pesquisadores. Para a realização do estudo, foram elaboradas duas heurísticas: uma descrição da trajetividade acadêmica do discente e uma modesta apresentação do Teste Arquetípico de Nove Elementos, o AT-9. Acreditamos que por meio de uma emoção estética é que se descobre até um pouco mais de si mesmo, é que se aprende a conhecer o mundo e a natureza do outro, o mundo das subjetividades, o mundo da humanidade exterior, o mundo das outras mentalidades e culturas, como nos ensina Morin.

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Publicado

31-12-2020

Como Citar

Chaves, I. (2020). Complexidade, Imaginário, Educação: uma carta de navegação. Revista Terceiro Incluído, 10(1), 35–53. https://doi.org/10.5216/teri.v10i1.66921

Edição

Seção

Complexidade e Imaginário