Entre la lechuza de Minerva y el manto de Penélope

Hegel, fin de la historia y fin del Estado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5216/rth.v28i1.82695

Palabras clave:

Hegel, Fin de la Historia, Fin del Estado

Resumen

Hegel es el filósofo de la libertad que, basándose en la conciencia histórica, revela al mundo el conocimiento de la libertad. Si la libertad es su contenido, la historia es el fundamento, base y corazón de su sistema, de modo que la filosofía y la historia son una y la misma cosa. Esta relación entre libertad e historia conduce a un problema interpretativo que genera diferentes apuestas hasta el día de hoy: después de todo, ¿hay un fin de la historia en Hegel? Dado que su filosofía de la historia es una filosofía del Estado, el objetivo de este trabajo es, a la luz de su contexto histórico y biográfico, reflexionar sobre cómo aparece en Hegel la idea del fin de la historia, destacando la historicidad, dialéctica y racionalidad de su pensamiento. La metodología utilizada es la macrofilosofía, con el fin de desarrollar una lectura que no se limite al texto, mucho menos a un esfuerzo exegético que no tenga en cuenta el contexto en el que se desarrolla la obra del filósofo. El desarrollo de este trabajo tiene como punto de llegada la comprensión de que la noción de fin de la historia aparece como una meta u objetivo, de modo que todo fin es, simultáneamente, un comienzo.

Biografía del autor/a

Dante Alexandre Ribeiro das Chagas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, dantechagas@ufmg.br

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Publicado

2026-04-14

Cómo citar

CHAGAS, Dante Alexandre Ribeiro das. Entre la lechuza de Minerva y el manto de Penélope: Hegel, fin de la historia y fin del Estado. Revista de Teoria da História, Goiânia, v. 28, n. 1, p. 1–28, 2026. DOI: 10.5216/rth.v28i1.82695. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/82695. Acesso em: 17 abr. 2026.

Número

Sección

Dossiê Razão e História