Uma montanha “xexelenta”: diálogos entre Geografia da infância e produção estético-artística na educação infantil
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v8.83242Palavras-chave:
topogênese, autoria infantil, vivência espacial, corpo, estudos sociais da infânciaResumo
Uma atividade numa escola de educação infantil procurava reproduzir montanhas com papel higiênico e cola, sendo colorida assim que a cola secasse. Essa atividade, relativamente rotineira e simples em instituições também comuns, é o nosso ponto de partida. Esse evento nos permite discutir as relações estético-artísticas das crianças na Educação Infantil bem como as especificidades que compõem esse processo. O objetivo geral é discutir como a produção estético-artística de crianças se relaciona com os pressupostos legais da Educação Infantil entendido como uma etapa não de escolarização, mas de desenvolvimento humano em um diálogo teórico-metodológico com a Geografia da Infância (GI). A metodologia usada foi a pesquisa bibliográfica em discussão com a experiência de uma pesquisa observante-participante realizada nesta turma/instituição. A partir desse cenário discutimos como a produção infantil se põe em diálogo com a lógica adultizante de ser e estar no mundo. Nossos resultados teórico-discursivos apontam que a ação pedagógica orientada e reflexiva potencialmente nos direciona para repensar a relação das crianças consigo mesmas, com os outros, bem como a nossa relação com eles. Em conclusão, e ainda como uma carta de intenção para futuros trabalhos, somos desejosos que a discussão trazida pela Geografia da Infância possa aprofundar a discussão sobre o conceito de Estética, principalmente a partir de teóricos russos, bem como dar relevo à relação com o Corpo seja como escala de ação, produção ou análise espacial.
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