O amor é pop: canções e posicionamento pop-rock para crianças

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v32.60927

Palavras-chave:

Discurso literomusical, Relacionamento amoroso, Posicionamento pop-rock para crianças, Retextualização

Resumo

Este estudo investiga a construção e representação dos relacionamentos afetivos, com realce para o aspecto amoroso, no posicionamento Pop-rock para crianças, tendo como corpus as produções do grupo Pato Fu (2010, 2017), do heterônimo Adriana Partimpim (2004, 2009, 2012), e do grupo Pequeno Cidadão (2009, 2012, 2016). Para isso, tomamos como referencial os teóricos discutidos no projeto INVOCANÇÕES, ligado ao Grupo Discuta (UFC), tais como Maingueneau (2001a, 2001b, 2005, 2006, 2015), Costa (2012, 2013), Mendes (2013), Gonzalez (2014), Mendes (2017), entre outros. Assim, investigamos qual o tratamento dado a esse aspecto por meio da análise do ethos discursivo dos distintos enunciadores, da construção cenográfica e do investimento vocal do locutor. Dessa maneira, pensamos como essas características contribuem para o delineamento do posicionamento em que se inscrevem no campo literomusical. A análise aponta que o amor constitui, para além de uma temática rica e recorrente no posicionamento, uma bandeira que compõe o núcleo identitário “revolucionário” do Pop-rock para crianças

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Biografia do Autor

Maria das Dores Nogueira Mendes, Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil

Professora do Programa de Pós-graduação em Linguística da Universidade Federal do Ceará (PPGL-UFC) e do Departamento de Letras Vernáculas da referida instituição (DLV-UFC). Possui doutorado em Linguística com ênfase em Análise do Discurso e atualmente conduz o projeto de pesquisa INVOCANÇÕES (Investimento Vocal em Canções para Crianças) ligado ao grupo DISCUTA-UFC.

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Publicado

2020-10-28

Como Citar

MENDES, M. das D. N.; MATOS, J. W. V. O amor é pop: canções e posicionamento pop-rock para crianças. Signótica, Goiânia, v. 32, 2020. DOI: 10.5216/sig.v32.60927. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sig/article/view/60927. Acesso em: 28 set. 2022.

Edição

Seção

Estudos Linguísticos