FALANDO DE FESTAS E ÓPERAS NA TERRA DOS GOYASES

Autores

  • Ana Guiomar Rêgo Souza

Resumo

Para Durkheim, a força de legitimação da sociedade se faz sentir com maior rapidez e maior evidência nas festas, uma vez que o fluir de um estado de exaltação geral permite que as interações sociais se tornem muito mais frequentes e mais ativas (1985, p 300-01; 542; 545). Atributo sem dúvida interessante às esferas de poder, de tal maneira que festa e poder são fenômenos que, de uma maneira ou de outra, sempre se atraem. Fato especialmente evidente nas festas-espetáculo barrocas. Norteadas pela estética do excesso, do lúdico, do feérico, compõe o que Affonso Ávila denomina como “encantatório-perssuasivo”. Trata-se de dramatização ritual intrínseca ao exercício das realezas e religiões: “poder quase mágico de fazer ver e fazer crer”, como diz Bourdieu, “que possibilita obter o equivalente daquilo que é obtido pela força” (2003, p.14). As festas-espetáculo, por outro lado, articulavam diferentes dimensões da sociedade e da cultura, se constituindo, no limite, em “fato social total” (Mauss, 1950, p. 49-52), uma vez que se encontram em jogo projetos político-sociais, identidades em processo de afirmação e recriação, grande circulação e consumo de bens, produção artística, emergência de novos significados, dentre outros (Almeida, 1992, p. 170).

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Publicado

2017-08-01

Como Citar

RÊGO SOUZA, A. G. FALANDO DE FESTAS E ÓPERAS NA TERRA DOS GOYASES. Revista UFG, Goiânia, v. 12, n. 9, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48329. Acesso em: 7 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos