O Pivô da aprendizagem

Autores

  • Neuda Alves do Lago

Resumo

Uma das consagradas tendências mundiais na área de ensino e aprendizagem de língua estrangeira – a interação – é tratada com seriedade, autenticidade e pragmatismo neste livro. A imagem da capa, de um trabalho de colheita coletivo, evocado pela Vinha vermelha em Arles, de Van Gogh, estabelece o campo metafórico da construção simultaneamente individual e coletiva, em que se constitui a ação interativa. Ao focalizar o ensino de língua estrangeira, a interação é às vezes tratada tanto como o meio quanto como o fim desejado. Pode referir-se à troca de idéias entre dois ou mais participantes do processo, e várias metáforas são utilizadas para se referir a ela, tais quais: é o pivô sobre o qual a aprendizagem de língua gira; é a camada mais aparente do uso da língua; é a medida do sucesso ou fracasso da aprendizagem; é o processo-chave para a gestão da aprendizagem; é facilitadora e a chave para a aprendizagem. Alguns mais entusiastas defendem que a interação “é a própria aprendizagem” da língua. Sob este último prisma, mais do que a prática do conhecimento lingüístico obtido, a interação é vista como o processo no qual o conhecimento lingüístico e a habilidade lingüística são desenvolvidos. A perspectiva tratada no livro é a de interação como “o conjunto de oportunidades criadas para que os alunos comuniquem-se uns com os outros ou com o professor na língua que estão aprendendo” (p. 17), que é claramente a posição dos profissionais comprometidos com a abordagem comunicativa de ensino de língua estrangeira. O enfoque é dado à interação em um estudo feito sobre a correção colaborativa de erros em textos escritos dos alunos. (Continua...)

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Publicado

31-07-2017

Como Citar

DO LAGO, N. A. O Pivô da aprendizagem. Revista UFG, Goiânia, v. 9, n. 4, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48193. Acesso em: 21 fev. 2024.

Edição

Seção

Críticas e Resenhas