O NARRAR SOBRE SI E A ESCREVIVÊNCIA: O LUGAR DA ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA EM PESQUISA SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORAS NEGRAS

Autores

  • Renata Melo Rocha Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, renatarosjm@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-7121-7931
  • Patrícia Bastos de Azevedo Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, patriciabazev@gmail.com https://orcid.org/0000-0003-1006-0253

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v46i3.68429

Resumo

O presente artigo tem como escopo refletir sobre as contribuições da escrita autobiográfica para o processo formativo de futuras pedagogas negras, a partir da análise de escolhas metodológicas da dissertação de mestrado de uma das autoras. Assim, discute-se como o ato de alinhavar o ateliê biográfico de projetos, de Delory-Momberger (2006), ao termo escrevivências de Conceição Evaristo (2006), contribui para formação de professoras negras, tendo como aporte para tal reflexão alguns indícios da referida pesquisa. Nela, estudantes negras do curso de Pedagogia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro são convocadas a narrarem suas trajetórias formativas através do ato de biografarem-se, subvertendo a ordem, em um processo intrinsecamente formativo. Depreende-se, portanto, que a escolha por tais percursos metodológicos configura-se como também espaço de denúncia, uma vez que se desenvolve no intento de desvelar memórias subterrâneas. No movimento de escrever sobre si, pedagogas negras em construção escrevem sobre memórias ancestrais, por tanto tempo silenciadas, que insurgem, em espaço de pesquisa, através da escrevivência.

PALAVRAS-CHAVE: Narrativas Autobiográficas. Escrevivências. Memórias Subterrâneas. Formação de Professoras Negras.

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Biografia do Autor

Renata Melo Rocha, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, renatarosjm@gmail.com

Mestra em Educação pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2020). Pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade Cândido Mendes (2013) e Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal Fluminense (2011). Formadora do Programa Federal - Pacto Nacional pela Alfabetização na idade certa (PNAIC) no biênio 2017-2018. Técnica em Educação pela Secretaria Municipal de Educação da cidade de Nova Iguaçu.

Patrícia Bastos de Azevedo, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, patriciabazev@gmail.com

Possui graduação em Pedagogia (1995), graduação em História (1998) e mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2003), doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011). Atualmente é professora Adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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Publicado

2021-12-24

Como Citar

ROCHA, R. M.; AZEVEDO, P. B. de . O NARRAR SOBRE SI E A ESCREVIVÊNCIA: O LUGAR DA ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA EM PESQUISA SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORAS NEGRAS. Revista Inter Ação, Goiânia, v. 46, n. 3, p. 1345–1359, 2021. DOI: 10.5216/ia.v46i3.68429. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/68429. Acesso em: 19 maio. 2022.