O PRETUGUÊS EM SALA DE AULA: RACISMO LINGUÍSTICO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DA(O) DOCENTE DE LÍNGUA PORTUGUESA

Autores

  • Lucas Anderson Neves de Melo Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, Piauí, Brasil, lnanderson95@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-8266-9634
  • Ane Patrícia Viana José de Mira Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil, ane.mira23@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-8175-8213

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v46i3.67796

Resumo

O presente artigo aborda o tema das práticas pedagógicas docentes para o combate ao racismo nas aulas de língua portuguesa. Assim, objetivamos examinar as relações possíveis entre racismo linguístico e as práticas pedagógicas da(o) docente de Língua Portuguesa, com vistas à amenização e/ou superação dos mecanismos de exclusão raciolinguísticos no âmbito escolar. Pelo objetivo delineado, optamos pela pesquisa qualitativa, do tipo descritivo-explicativa, com uma abordagem narrativa, de viés decolonial. A discussão pretendida aponta para a necessidade de se repensar as políticas editoriais e públicas acerca dos livros didáticos; reorganizar o currículo escolar de forma a inserir efetivamente as temáticas sobre africanidades, afrodescendência e racialização nos conteúdos programáticos do ensino médio e reestruturar as políticas de currículo dos cursos de formação das(os) professoras(es) de Língua Portuguesa. Pois tais lacunas geram uma cumplicidade entre a educação escolar e o processo de silenciamento do pretuguês. A discussão ainda assinala a necessidade das(os) professoras(es) desenvolverem uma prática pedagógica reflexiva e ontológica em torno do problema do racismo linguístico.

PALAVRAS-CHAVES: Educação para as Relações Étnico-raciais. Práticas Pedagógicas. Pretuguês. Racismo Linguístico.

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Biografia do Autor

Lucas Anderson Neves de Melo, Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, Piauí, Brasil, lnanderson95@gmail.com

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGEL) da Universidade Federal do Piauí. Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Faculdade FAMART. Graduado em Letras Português-Francês e suas respectivas Literaturas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Membro do Núcleo de Pesquisa em Africanidades e Afrodescendência (ÌFARADÁ) e membro do Grupo de Pesquisa Teseu, o Labirinto e seu Nome.

Ane Patrícia Viana José de Mira , Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil, ane.mira23@gmail.com

Doutoranda em Educação (Unisinos). Mestra em Educação (Universidade La Salle). Especialista em Gramática e Ensino de Língua Portuguesa (UFRGS). Especialista em Coordenação Pedagógica (UCDB). Especialista em Educação Especial Inclusiva (UGF). Licenciada em Letras (Universidade La Salle). Licenciada em Pedagogia (Uninter). Atua como docente do curso de Pós-graduação em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica na Verbo Educacional e é professora de Língua Espanhola no Ensino Médio da rede privada de ensino em Porto Alegre e Canoas.

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Publicado

2021-12-24

Como Citar

MELO, L. A. N. de; VIANA JOSÉ DE MIRA , A. P. O PRETUGUÊS EM SALA DE AULA: RACISMO LINGUÍSTICO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DA(O) DOCENTE DE LÍNGUA PORTUGUESA . Revista Inter Ação, Goiânia, v. 46, n. 3, p. 1395–1412, 2021. DOI: 10.5216/ia.v46i3.67796. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/67796. Acesso em: 27 jun. 2022.