Fraturas em ossos longos de Cerdocyon thous: avaliação macroscópica e microestrutural

Autores

  • Felipe Martins Pastor Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brazil https://orcid.org/0000-0001-9447-5055
  • Gabriela de Oliveira Resende Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brazil https://orcid.org/0000-0001-7444-5342
  • Júlio Francisco Valiati Marin Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
  • Louisiane de Carvalho Nunes Universidade Federal do Espírito Santo https://orcid.org/0000-0003-4924-0614
  • Guilherme Galhardo Franco Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
  • Jankerle Neves Boeloni Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
  • Maria Aparecida da Silva 1Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil https://orcid.org/0000-0003-0967-3925

Resumo

Teve-se como objetivo, no presente trabalho, realizar a classificação morfológica macroscópica e microestrutural das fraturas em ossos longos de Cerdocyon thous. Foram utilizados 18 cadáveres da espécie, necropsiados e submetidos à avaliação radiográfica e microscópica quando detectadas fraturas em ossos longos. Dentre os 18 animais, oito (44%) possuíam fraturas igualmente distribuídas (33,33%) em fêmur, úmero ou tíbia. Mais frequentemente (61,54%) as fraturas eram simples e acometiam a diáfise, e em menores proporções (23,08%) atingiam a linha fisária. Nas fraturas em diáfise e metáfise, predominava o tecido ósseo cortical, com ósteons longitudinais que continham fibras colágenas longitudinais e intermediárias, e lamelas com aspecto de delaminação. Por outro lado, nas fraturas fisárias, o tecido ósseo trabecular foi mais frequentemente observado, constituído por trabéculas com fibras colágenas desorganizadas e ausência de ósteons. Em ambos os casos, notou-se baixa atividade de osteócitos e baixa cobertura de osteoblastos na superfície óssea. Conclui-se que, nas condições observadas, a frequência de fraturas em ossos longos de C. thous foi de 44%, sendo as fêmeas mais predispostas, além de os achados embasarem a hipótese da ocorrência de tais lesões estarem relacionadas a atropelamentos. O presente estudo contribui significativamente para alertar clínicos e cirurgiões em relação aos tipos de fraturas as quais C. thous está mais predisposto, seus locais de maior ocorrência e sua microestrutura. Dessa forma, surge a necessidade de implementação de ações conjuntas que visem reduzir o número de casos de atropelamento de animais silvestres.
Palavras-chave: Atropelamentos. Biologia óssea. Ortopedia. Traumatologia.

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Publicado

05-07-2021

Como Citar

Martins Pastor, F., de Oliveira Resende, G., Francisco Valiati Marin, J., de Carvalho Nunes, L., Galhardo Franco, G. ., Neves Boeloni, J., & Silva, M. A. da. (2021). Fraturas em ossos longos de Cerdocyon thous: avaliação macroscópica e microestrutural. Ciência Animal Brasileira, 22(1). Recuperado de https://revistas.ufg.br/vet/article/view/67749

Edição

Seção

MEDICINA VETERINÁRIA