INDICADORES FECAIS DE BOVINOS NELORE ALIMENTADOS COM DIETAS DE ALTA PROPORÇÃO DE CONCENTRADO

Autores

  • Hélio Louredo da Silva Escola de Veterinária/UFG
  • Aldi F. de Souza França EV/UFG
  • Flávio G. Castro Ferreira Agrocria Prod. Veterinários
  • Éder de Sousa Fernandes E/UFG
  • Aline Landim EV/UFG
  • Eduardo Rodrigues Carvalho Professor do Instituto Federal Goiano (campus Iporá)

DOI:

https://doi.org/10.5216/cab.v13i2.5732

Palavras-chave:

Produção de bovinos

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de dietas de alta proporção de concentrado sobre características fecais em 20 bovinos Nelore machos com idade de 28 meses, em delineamento inteiramente casualizado. Os tratamentos foram constituídos de dieta total mais bagaço in natura - DT+BIN (54,52% de sorgo moído, 10,94% de caroço de algodão, 18% de casca de soja, 2,54% de farelo de soja, 10% bagaço de cana in natura e 4% de núcleo farelado), milho grão inteiro - MGI (75% de milho grão inteiro, 10% de casca de soja e 15% de núcleo peletizado) e dieta total - DT (44,44% de sorgo moído, 16,70% de caroço de algodão, 28,86% de casca de soja e 10% de núcleo farelado). Para determinação do pH das fezes e do amido fecal, amostras de fezes foram coletadas do reto de cada bovino nos dias 54, 55, 56 e 57 de experimento no período da manhã. O pH fecal foi determinado após adição de 100 mL de água destilada deionizada em 15 g de fezes frescas úmidas com a introdução da ponta do eletrodo de um peagâmetro microprocessado. O restante da amostra foi colocado em gelo, para depois ser congelado. Com o intuito de avaliar ocorrências de distúrbios gastrintestinais, as fezes frescas dos animais nas baias experimentais individuais foram avaliadas diariamente durante todo o experimento em três períodos. Os valores médios em percentagem do amido fecal, matéria seca fecal, medida de pH para o local de fermentação do amido e consumo de amido/kg não foram influenciados (P>0,05) pelos tratamentos. A FDN das fezes e o escore de consistência fecal foram influenciados pelos tratamentos (P<0,05). A dieta MGI com menor teor de FDNfe apresentou menor escore de fezes e menor percentagem de FDN fecal. Porém, a percentagem de amido e pH fecal, MS fecal e o consumo do amido não foram afetados pelo teor de FDNfe nas rações. A concentração de FDN fecal foi igual para os tratamentos DT+BIN e DT. O menor teor de FDN fecal no tratamento MGI é função do menor consumo de FDN pelos animais e, possivelmente, da maior digestibilidade dessa dieta. Os animais do tratamento MGI apresentaram fezes com consistência mais mole, com o valor de escore de 2,92. As fezes dos bovinos do tratamento DT+BIN foram de consistência mais firme com valor de escore de 3,12, considerada normal, e a dos animais do tratamento DT foram de consistência mais dura com valor de escore de 3,20.  Houve uma relação consistente positiva entre amido fecal e eficiência alimentar e uma tendência de relação positiva entre amido fecal e GMD. Dieta de alta proporção de concentrado com adição de 10% de BIN na matéria seca proporciona maior freqüência de fezes com escore de consistência firme.

PALAVRAS-CHAVE: amido; confinamento; fezes; ração.

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Biografia do Autor

Hélio Louredo da Silva, Escola de Veterinária/UFG

Doutorando em Ciência Animal EV/UFG

Aldi F. de Souza França, EV/UFG

Prof. Dr. Escola de Veterinária da UFG

Flávio G. Castro Ferreira, Agrocria Prod. Veterinários

Diretor Técnico da Agrocria

Éder de Sousa Fernandes, E/UFG

Técnico de Laboratório DPA/EV/UFG

Aline Landim, EV/UFG

Doutoranda em Ciência Animal EV/UFG

Eduardo Rodrigues Carvalho, Professor do Instituto Federal Goiano (campus Iporá)

Professor do Instituto Federal Goiano (campus Iporá)

Publicado

2012-06-25

Como Citar

SILVA, H. L. da; FRANÇA, A. F. de S.; FERREIRA, F. G. C.; FERNANDES, Éder de S.; LANDIM, A.; CARVALHO, E. R. INDICADORES FECAIS DE BOVINOS NELORE ALIMENTADOS COM DIETAS DE ALTA PROPORÇÃO DE CONCENTRADO. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 13, n. 2, p. 145–156, 2012. DOI: 10.5216/cab.v13i2.5732. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/5732. Acesso em: 25 maio. 2024.

Edição

Seção

Produção Animal