CARACTERÍSTICAS BACTERIOLÓGICAS DE OVOS LAVADOS E NÃO LAVADOS DE GRANJAS DE PRODUÇÃO COMERCIAL

Autores

  • Maria Luiza Ferreira Stringhini Universidade Federal de Goiás
  • Maria Auxiliadora Andrade Universidade Federal de Goiás
  • Albenones José Mesquita Universidade Federal de Goiás
  • Tatiane Martins Rocha Universidade Federal de Goiás
  • Pedro Moraes Rezende Universidade Federal de Goiás
  • Nadja Susana Mogyca Leandro Univerdidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/cab.v10i4.4209

Palavras-chave:

Sanidade avícola

Resumo

A avaliação da qualidade bacteriológica de ovos lavados e não lavados de quatro granjas de postura comercial da região metropolitana de Goiânia, GO, constituiu o objetivo do presente estudo. As Granjas 1 e 2 eram de médio e pequeno porte, respectivamente, e realizavam a lavagem mecanizada dos ovos com água aquecida contendo sanitizante; as Granjas 3 e 4 comercializavam ovos não lavados. O universo amostral foi constituído por 576 ovos das Granjas 1 e 2, e 132 ovos obtidos nas Granjas 3 e 4, sendo metade coletada nos galpões e a outra metade na sala de classificação. Avaliaram-se ovos classificados como grandes, de poedeiras leves, com trinta a quarenta semanas de idade, da linhagem Dekalb White. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 2 (procedimento de lavagem x local da coleta), com três repetições, e a unidade experimental consistiu de pool de seis ovos. Efetuaram-se contagens de mesófilos e Staphylococcus coagulase positivo e número mais provável (NMP) de coliformes totais e fecais nas cascas e conteúdos dos ovos e pesquisa de Salmonella spp. nas cascas. Resultados das contagens foram expressos em log UFC/g e aplicou-se o teste “t” de Student (5%). Análises descritiva e de frequência foram adotadas para NMP de coliformes totais e fecais. As contagens de mesófilos e de Staphylococcus coagulase positivo nas cascas dos ovos lavados da sala de classificação da Granja 1 foram menores (p<0,05) que as verificadas em ovos coletados nos galpões e mostraram a eficiência da sanitização e boa qualidade bacteriológica de casca. As cascas dos ovos obtidos na sala de classificação da Granja 3 apresentaram contagens de mesófilos maiores (p<0,05) que nos galpões. Apesar da elevada contagem de Staphylococcus coagulase positivo nas salas de classificação das Granjas 3 e 4, os valores encontrados foram inferiores aos necessários para formação da toxina em níveis capazes de provocar intoxicação. Embora com pequena frequência (2,1%), verificou-se a presença de coliformes fecais em número superior a 100 germes/g nas cascas dos ovos da sala de classificação das granjas que utilizavam o procedimento de lavagem. Não se observaram presença de Salmonella spp. nas cascas nem contaminação do conteúdo dos ovos coletados no galpão e na sala de ovos das granjas estudadas. Concluiu-se que os ovos lavados provenientes de granjas de postura comercial possuem melhor qualidade bacteriológica de casca do que ovos não lavados, embora o processo de lavagem tenha sido incapaz de eliminar completamente coliformes fecais.
PALAVRAS-CHAVES: Contaminação microbiológica, lavagem industrial, ovos comerciais, segurança alimentar.

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Biografia do Autor

Maria Luiza Ferreira Stringhini, Universidade Federal de Goiás

Faculdade de Nutrição

Maria Auxiliadora Andrade, Universidade Federal de Goiás

Professora da Escola de Veterinária Departamento de Medicina Veterinária Preventiva UFG

Albenones José Mesquita, Universidade Federal de Goiás

Professor da Escola de Veterinária Departamento de Medicina Veterinária Preventiva UFG

Tatiane Martins Rocha, Universidade Federal de Goiás

Aluna de pós graduação em Ciência Animal EV/UFG

Pedro Moraes Rezende, Universidade Federal de Goiás

Aluno de Medicina Veterinária EV/UFG 

Nadja Susana Mogyca Leandro, Univerdidade Federal de Goiás

Professora Departamento de Produção Animal. Escola de Veterinária UFG

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Publicado

2009-12-20

Como Citar

STRINGHINI, M. L. F.; ANDRADE, M. A.; MESQUITA, A. J.; ROCHA, T. M.; REZENDE, P. M.; LEANDRO, N. S. M. CARACTERÍSTICAS BACTERIOLÓGICAS DE OVOS LAVADOS E NÃO LAVADOS DE GRANJAS DE PRODUÇÃO COMERCIAL. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 10, n. 4, p. 1317–1327, 2009. DOI: 10.5216/cab.v10i4.4209. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/4209. Acesso em: 22 maio. 2024.

Edição

Seção

Medicina Veterinária