HISTOPATOLOGIA DA ADENOMIOSE EM VACAS ABATIDAS NO NORTE FLUMINENSE

Autores

  • Elio Moreira
  • Leonardo Serafim da Silveira
  • Luciana da Silva Lemos
  • Maria Clara Caldas Bussiere
  • Eulógio Carlos Queiróz de Carvalho

Resumo

O presente experimento relata a ocorrência de adenomiose em vacas destinadas ao abate, na região do Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. O crescimento excessivo de glândulas e estroma endometriais por entre as fibras do miométrio é denominado adenomiose. A literatura cita que sua ocorrência não é muito comum nas fêmeas domésticas, contudo é observada em cadelas com hiperplasia endometrial cística. Muitos estudos sugerem que a adenomiose seja causada primariamente pela desorganização da membrana basal endométrio-miometral por estrógenos, progestágenos e prolactina, desencadeando uma invasão do miométrio pelos componentes endometriais. Atribui-se a esta enfermidade interferência na implantação do embrião, em função de alterações em nível vascular e estresse oxidativo, com conseqüente fibrose, subfertilidade e infertilidade. Amostras de 27 úteros de vacas, vazias, azebuadas, foram colhidas e protocoladas no Setor de Morfologia e Anatomia Patológica/LSA/CCTA/UENF, submetidas a histotécnica por inclusão em parafina e coloração pela hematoxilina e eosina e Van-Gieson. Idealizou-se um escore foi idealizado para lesões adenomióticas. Das 27 amostras, 18 (66,67%) apresentaram adenomiose, contra 9 (33,33%) sem o achado. Dez (55,56%) apresentaram adenomiose superficial discreta; 2(11,12%) profunda discreta; 1 (5,56%) a do tipo moderada superficial; 3 (16,67%) profunda moderada; e finalmente 2 (11,12%) a do tipo acentuada profunda. É admissível que a exigüidade de descrições desta distrofia nas demais fêmeas domésticas não signifique uma negligência, e sim uma não-percepção da lesão, por se tratar de víscera de pouco valor comercial, de não ser demonstrada em biópsias endometriais e por estarem, em muitos casos, associadas a processos mais expressivos clinicamente, como hiperplasia endometrial cística, ovários policísticos, tumor de células da granulosa etc. Faz-se imprescindível o registro desta patologia, além do estudo mais profundo desta, nesta espécie. PALAVRAS-CHAVES: Adenomiose, histopatologia, vacas

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Publicado

2006-10-31

Como Citar

MOREIRA, E.; SILVEIRA, L. S. da; LEMOS, L. da S.; BUSSIERE, M. C. C.; CARVALHO, E. C. Q. de. HISTOPATOLOGIA DA ADENOMIOSE EM VACAS ABATIDAS NO NORTE FLUMINENSE. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 7, n. 1, p. 85–91, 2006. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/384. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Medicina Veterinária