INQUÉRITO EPIDEMIOLÓGICO DE SUPOSTO FOCO DE FEBRE MACULOSA

Autores

  • Márcio Eduardo Pereira Martins IF Goiano
  • Wilia Marta Elsner Diederichsen Brito IPTSP/UFG
  • Marcelo Bahia Labruna FMVZ-USP
  • Jonas Moraes Filho FMVZ-USP
  • Kenia Cristina Sousa-Martins
  • Rafael Porto Vieira IFGoiano

DOI:

https://doi.org/10.1590/cab17334947

Palavras-chave:

Epidemiologia Animal

Resumo

O presente estudo objetivou avaliar a suspeita de ocorrência da febre maculosa (FM) em Quirinópolis – GO, por meio de inquérito sorológico em amostras de humanos, cães e equinos e identificação de carrapatos vetores. Em 2007, foram realizadas reações de imunofluorescência indireta (RIFI) para Rickettsia spp. em amostras de sangue colhidas de 28 pessoas do grupo de convívio de um caso suspeito (uma criança de três anos que apresentou sinais de riquetsiose, após exposição a carrapatos). Também foram colhidas amostras de sangue em cinco cães e 42 equinos, havendo soro reagentes somente entre os equinos (28,6%). Não foi constatada a presença do carrapato Amblyomma cajennense. Sete indivíduos foram reagentes para Rickettsia spp., a maioria desses eram parentes paternos do caso suspeito. Em 2008, na mesma região, foram realizadas RIFI em amostras de 30 humanos sem sinais clínicos de FM e constatou-se 50% de soro reagentes para Rickettsia spp. Adicionalmente, colheram-se amostras de sangue de 24 cães errantes, havendo um cão soropositivo. A evidência sorológica do contato entre bactérias do gênero Rickettsia com habitantes humanos e animais de Quirinópolis indica que a FM ou outra riquetsiose possa estar ocorrendo no Estado de Goiás.
Palavras-chave: A. cajennense; anticorpos; cães; cavalos; humanos; Rickettsia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Márcio Eduardo Pereira Martins, IF Goiano

O presente estudo objetivou avaliar a suspeita de ocorrência da febre maculosa (FM) em Quirinópolis-GO por meio de inquérito sorológico em amostras de humanos, cães e eqüinos e identificação de carrapatos vetores. Em 2007, foram realizadas reações de imunofluorescência indireta (RIFI) para Rickettsia spp. em amostras de sangue colhidas de 28 pessoas do grupo de convívio de um caso suspeito (uma criança de três anos que apresentou sinais de riquetsiose, após exposição a carrapatos). Dessas 28 pessoas, oito residiam em três propriedades rurais onde o caso suspeito esteve antes do quadro enfermo. Nessas propriedades rurais, também colheram-se amostras de sangue em 5 cães e 42 eqüinos, para os quais somente entre eqüinos houve soropositivos (28,6%). Não foi constatada a presença do carrapato Amblyomma cajennense, principal vetor de FM no Brasil. Sete indivíduos foram reagentes para Rickettsia spp., a maioria desses eram parentes paternos do caso suspeito. Os sinais e sintomas manifestados e exames laboratoriais do caso suspeito indicaram quadro clínico compatível com riquetsiose. Em 2008, na mesma região, foram realizadas RIFI em amostras de 30 humanos sem sinais clínicos de FM e constatou-se 50% de soropositivos para Rickettsia spp. Adicionalmente, colheram-se amostras de sangue de 24 cães errantes, havendo um cão soropositivo. A evidência sorológica do contato entre bactérias do gênero Rickettsia com habitantes humanos e animais de Quirinópolis indica que a FM ou outra riquetsiose possa estar ocorrendo no Estado de Goiás.

Downloads

Publicado

2016-07-29

Como Citar

MARTINS, M. E. P.; BRITO, W. M. E. D.; LABRUNA, M. B.; MORAES FILHO, J.; SOUSA-MARTINS, K. C.; PORTO VIEIRA, R. INQUÉRITO EPIDEMIOLÓGICO DE SUPOSTO FOCO DE FEBRE MACULOSA. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 17, n. 3, p. 459–471, 2016. DOI: 10.1590/cab17334947. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/34947. Acesso em: 28 fev. 2024.

Edição

Seção

Medicina Veterinária