ESTUDO DA FREQUÊNCIA DE Malassezia pachydermatis EM CÃES COM OTITE EXTERNA NO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Patrícia da Silva Nascente UFPel
  • Rosema Santin Universidade Federal de Pelotas
  • Ana Raquel Mano Meinerz
  • Anelise Afonso Martins Universidade Federal de Pelotas
  • Mário Carlos Araújo Meireles Universidade Federal de Pelotas
  • João Roberto Braga Mello Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.5216/cab.v11i3.3104

Palavras-chave:

Veterinária Preventiva, Sanidade Animal, Microbiologia

Resumo

A otite externa é uma enfermidade comumente observada em cães e gatos encaminhados à clínica veterinária. A etiologia varia em função de combinações entre os fatores predisponentes, primários e perpetuantes responsáveis pela enfermidade. A Malassezia pachydermatis é considerada um habitante normal da microbiota cutânea e ocasionalmente pode se tornar patógena oportunista do meato acústico externo de cães e gatos. Este trabalho teve como objetivo pesquisar a presença de M. pachydermatis em otite externa canina. Para isso foi pesquisada a presença dessa levedura em otite externa de 168 cães encaminhados aos Hospitais Veterinários das Universidades Federais do Rio Grande do Sul e de Pelotas, assim como em clínicas e canis particulares. A colheita das amostras foi realizada com swab estéril umedecido em solução salina, friccionando-o na porção externa do meato acústico. Logo após realizou-se exame direto a partir de esfregaço do material colhido, corado pelo método de Gram e observado em microscopia óptica (1.000X). Também se realizou a semeadura em meio ágar Sabouraud dextrose com cloranfenicol e incubados a 32°C por até dez dias, quando se procedeu à identificação das leveduras. Dos 168 casos de otite externa, a M. pachydermatis foi isolada em 139 (82,7%). Neste estudo, verificou-se também que não houve diferença em relação ao sexo e idade dos animais. A frequência de isolamento nas amostras que apresentaram escore positivo no exame direto foi significativamente maior (p<0,05) que nas amostras que apresentaram escore negativo, verificando-se uma probabilidade sete vezes maior de isolar M. pachydermatis a partir de amostras com exame direto positivo. Conclui-se que a M. pachydermatis é frequentemente isolada em casos de otite externa canina, não se observando diferença de isolamento em relação ao sexo e idade dos animais. Os animais com orelha pendular (por ex. Cocker Spaniel Inglês) são mais acometidos por otite externa, entretanto, proporcionalmente não existe diferença no número de isolamento da M. pachydermatis entre as raças.

PALAVRAS-CHAVES: Cães e gatos, dermatite, otite externa, malasseziose, prurido, M. pachydermatis.

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Biografia do Autor

Patrícia da Silva Nascente, UFPel

Pós Doutoranda - Faculdade Veterinária - Universidade Federal de Pelotas.

Veterinária Preventiva. Microbiologia.

Rosema Santin, Universidade Federal de Pelotas

Mestranda

Faculdade Veterinária - Universidade Federal de Pelotas.

Veterinária Preventiva. Microbiologia.

Ana Raquel Mano Meinerz

Faculdade Veterinária - Universidade Federal de Pelotas.

Veterinária Preventiva. Microbiologia.

Anelise Afonso Martins, Universidade Federal de Pelotas

Doutoranda - Faculdade Veterinária - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Mário Carlos Araújo Meireles, Universidade Federal de Pelotas

Prof. adjunto - Doenças Infecciosas

Faculdade Veterinária - Universidade Federal de Pelotas.

Veterinária Preventiva.

João Roberto Braga Mello, Universidade Federal de Pelotas

Prof. Adjunto - Farmacologia

Faculdade de Veterinária - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Publicado

2010-10-01

Como Citar

NASCENTE, P. da S.; SANTIN, R.; MEINERZ, A. R. M.; MARTINS, A. A.; MEIRELES, M. C. A.; MELLO, J. R. B. ESTUDO DA FREQUÊNCIA DE Malassezia pachydermatis EM CÃES COM OTITE EXTERNA NO RIO GRANDE DO SUL. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 11, n. 3, p. 527–536, 2010. DOI: 10.5216/cab.v11i3.3104. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/3104. Acesso em: 25 maio. 2024.

Edição

Seção

Medicina Veterinária