IMPACTOS DO SURTO DE FEBRE AFTOSA DE 2005 SOBRE AS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA BRASILEIRA

Autores

  • Diana Cortes Carvalho Garcia Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (MAPA)
  • Claudia Valeria Goncalves Cordeiro de Sa Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (MAPA)
  • Concepta Margareth McManus Universidade de Brasilia (UnB)
  • Cristiano Barros de Melo Universidade de Brasília Laboratório de Doenças Infecciosas de Notificação Obrigatória (LabDINO/UnB).

DOI:

https://doi.org/10.1590/cab.v16i4.26158

Palavras-chave:

Acordo SPS, agronegócio, diplomacia, doença, barreira sanitária

Resumo

para seu controle e graves prejuízos em casos de surto. Este trabalho investigou os impactos causadospela febre aftosa nas exportações de carne bovina in natura do Brasil após o surto de 2005, além documprimento do Princípio da Regionalização do Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitáriase Fitossanitárias (SPS) pelos países membros da OMC, que compunham a lista dos 10 maioresimportadores dessa carne em 2004. Foi realizada análise descritiva das exportações de carne bovinacongelada e resfriada (carne bovina in natura), considerando-se os anos de 2004 a 2006, para os 10maiores importadores desses produtos do Brasil e do mundo em 2004. Verificou-se que o surto nãoimpediu o aumento das exportações de carne bovina in natura do Brasil, mas impactou negativamenteas exportações do Mato Grosso do Sul e Paraná. A doença não causou impacto nas exportações paraos Estados Unidos, Japão e México. Arábia Saudita, Rússia e Irã não eram Membros da OMC emoutubro de 2005 e, portanto, não tinham a obrigação de respeitar o Princípio da Regionalização,ainda que a Rússia o tenha feito. Dentre os demais grandes importadores de 2004, os Países Baixos,Egito, Itália, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha respeitaram o Princípio da Regionalizaçãodo Acordo SPS. O Chile não respeitou o Princípio da Regionalização e a ocorrência da doença fechouaquele mercado à carne bovina brasileira in natura.

Palavras-chave: Acordo SPS; agronegócio; diplomacia; doença; barreira sanitária.

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Biografia do Autor

Diana Cortes Carvalho Garcia, Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (MAPA)

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006) e mestrado em Ciencias Animais pela UnB (2013). Atualmente é fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Claudia Valeria Goncalves Cordeiro de Sa, Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (MAPA)

Possui Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (1990), Mestrado em Ciências de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (1997), Especialização em Doenças Exóticas Animais pelo Centro de Investigación en Sanidad Animal - CISA/INIA-ES (2005), possui Proficiência em Inglês pela Universidade de Cambridge (2006) e em Alemão pelo Goethe Institut (2006), Doutorado em Ciências Animais pela Universidade de Brasília -UnB (2012). Atualmente é Fiscal Federal Agropecuário, atua na Coordenação Geral de Programas Especiais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal - DIPOA,do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo atuado principalmente nas seguintes áreas: epidemiologia, doenças transmitidas por alimentos, Inspeção e Certificação Sanitária Internacional de produtos de origem animal, Rastreabilidade.

Concepta Margareth McManus, Universidade de Brasilia (UnB)

Graduação em Bachelor Of Agricultural Science - University College Dublin (1987), mestrado em Genetics and Animal Breeding - University of Edinburgh (1988) e Doctor In Philosophy - University of Oxford (1991), com pos-doctorado na University of Sydney (2002). Atualmente é professor associado da Universidade de Brasília, com bolsa de produtividade 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Tem experiência na área de Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos bem como a Conservação de Recursos Genéticos Animais.

Cristiano Barros de Melo, Universidade de Brasília Laboratório de Doenças Infecciosas de Notificação Obrigatória (LabDINO/UnB).

Medico Veterinário pela Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE (1992), Mestre em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (1998) e Doutor em Ciência Animal pela UFMG (2001). É Professor adjunto da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) em Brasília (DF) e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2, Coordenou o Programa de Cooperação CAPES/Procad Novas Fronteiras 2007 (2008 a 2012) entre a UnB/UFMG e está como Coordenador de Doenças Infecciosas do CNPq/INCT - Pecuária (UFMG/UnB). Esteve como Coordenador do Programa de Pós Graduação em Ciências Animais (PPGCA) - Mestrado e Doutorado na UnB por dois mandatos consecutivos (2007-2011) e atua na área de Medicina Veterinária Preventiva, enfermidades infecciosas de notificação obrigatória e internacional, as parasitárias dos animais e em Vigilância Agropecuária Internacional em Aeroportos e fronteiras secas internacionais no Brasil, juntamente a Coordenação Geral do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Desde 2009, colabora estrategicamente com a Vigilância Agropecuária Internacional junto ao Aeroporto Internacional de Brasilia - (AIB-PJK). Atualmente esta como Diretor da Diretoria de Pesquisa (DIRPE) do Decanato (ProReitoria) de Pesquisa de Pós Graduação da Universidade de Brasilia (UnB).

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Publicado

2015-10-30

Como Citar

GARCIA, D. C. C.; CORDEIRO DE SA, C. V. G.; MCMANUS, C. M.; DE MELO, C. B. IMPACTOS DO SURTO DE FEBRE AFTOSA DE 2005 SOBRE AS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA BRASILEIRA. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 16, n. 4, p. 525–537, 2015. DOI: 10.1590/cab.v16i4.26158. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/26158. Acesso em: 19 jul. 2024.

Edição

Seção

Medicina Veterinária