APRENDIZAGEM DA EXTENSÃO DA PROBÓSCIDE EM ZANGÕES AFRICANIZADOS (Apis mellifera L.) CONFINADOS

Autores

  • Italo Souza Aquino UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
  • Maurizete Cruz Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA)
  • Alex da Silva Barbosa Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Charles Ira Abramson Oklahoma State University/Regents Professor

DOI:

https://doi.org/10.1590/cab.v16i1.22587

Palavras-chave:

Condicionamento clássico, Abelhas, Odores

Resumo

Estudos sobre a aprendizagem olfativa em abelhas (Apis mellifera L.) são predominantes nas operárias. Neste estudo, utilizou-se o condicionamento clássico da extensão da probóscide (PER) para avaliar o efeito de 5 odores como estímulos condicionantes (EC). Foram utilizados dez grupos de 20 zangões (A. mellifera L.) cada. Os estímulos condicionantes foram Citral, Hexanal, Geraniol, cera de abelha em favo e cera de abelha alveolada. Além da aquisição de aprendizagem, mediu-se a persistência do condicionamento quando o estímulo incondicional (EI) não foi mais oferecido (i.e. extinção). O intervalo entre testes, o tempo de apresentação de EC e EI foram10 minutos, 2 segundos e 3 segundos, respectivamente. Os zangões foram capazes de demonstrar condicionamento e armazenamento de informação. Citral, Hexanal e cera de abelha foram os estímulos mais eficientes no condicionamento clássico (CC) com zangões.

Palavras-chave: abelhas; condicionamento clássico; odores.

 

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Biografia do Autor

Italo Souza Aquino, UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1984), mestrado em Entomologia - Oklahoma State University (1990), Estados Unidos; Doutorado em Entomologia - Oklahoma State University (1997), Estados Unidos; e Pós-Doutorado em Comportamento em abelhas - Oklahoma State University (1990), Estados Unidos. Atualmente é Professor Associado IV da Universidade Federal da Paraíba, ensinando as disciplinas de Fitossanidade, Apicultura, Cadeia Produtiva do Mel e Metodologia da Pesquisa Científica (Graduação), Metodologia do Trabalho Científico (Universidade Aberta do Brasil, UFPB Virtual), Metodologia da Pesquisa Científica (Pós-Graduação: Mestrado em Tecnologia Agroindustrial, Mestrado em Ciências Agrárias e Mestrado e Doutorado em Agronomia) e Seminário II (Pós-Graduação: Mestrado e Doutorado em Agronomia). Fundador e Chefe do Laboratório Apícola da UFPB, detém produção técnica e bibliográfica (artigos, resumos, palestras, orientação etc.) no Brasil e exterior. Possui patente de invenção e vários prêmios nacionais e internacionais relacionados à sua área de atuação, inclusive os prêmios: A CULTURA DO ALGODÃO - 1º LUGAR (Concurso Nacional), promovido pela EMBRAPA (1980); Prêmio Jovem Cientista (Menção Honrosa), promovido pelo CNPq (1983), enquanto aluno de Agronomia; CERTIFICATE OF HONOR (LINNAEAN GAMES COMPETITION) [EUA], Entomological Society of America - Southwestern Branch (1996), além de dois prêmios (1º e 2º lugares) da Entomological Society of America (1997) por apresentações científicas, painel e oral, respectivamente; e o Prêmio Excellence in Research Award (2002) da Oklahoma State University, Estados Unidos. É autor de 7 (sete) livros, totalizando 26 (vinte e seis) edições; três livros são sobre abelhas: nativas (autor), africanizada (co-autor) e apicultura (autor); um sobre elaboração de currículo (COMO PREPARAR SEU CURRICULUM VITAE - ATRAVÉS DA PLATAFORMA LATTES) e três best sellers sobre Metodologia Científica (autor): COMO LER ARTIGOS CIENTÍFICOS - DA GRADUAÇÃO AO DOUTORADO, COMO ESCREVER ARTIGOS CIENTÍFICOS - SEM ARRODEIO E SEM MEDO DA ABNT e COMO FALAR EM ENCONTROS CIENTÍFICOS - DO SEMINÁRIO EM SALA DE AULA A CONGRESSOS INTERNACIONAIS. Recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Municipal, através do Projeto de Resolução No. 22 de 22 de julho de 2009 da Câmara Municipal de Campina Grande pela relavante dimensão de seus livros no mundo acadêmico. Seu livro COMO FALAR EM ENCONTROS CIENTÍFICOS foi um dos concorrentes ao PRÊMIO JABUTI 2010, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Em 2011, esses três livros de Metodologia Científica foram lançados, também, em versão Livro Digital para acesso em tabletes eletrônicos. Trabalha com pesquisas de comportamento em abelhas africanizadas e nativas e análise de mel.

Maurizete Cruz Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA)

Possui Graduação na área de Licenciatura Plena em Ciencias Agrárias pela Universidade Federal da Paraíba, além de Especialização em Caprinocultura e Mestrado em Zootecnia , também pela UFPB. Foi aprovado no concurso publico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, como professora na área de Ciências Agrárias, para atuar em regime de dedicação exclusiva. Ministrou aulas de Metodologia Cientifica no IFPA para o Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (PROCAMPO), bem como orientou as atividades no Tempo Comunidade. Foi Coordenadora de Projetos e Educadora Ambiental na Fundação Bradesco em Conceição do Araguaia-PA, onde acompanhou e desenvolveu atividades na área de Educação Ambiental, Trabalho e Consumo e Sexualidade e Drogas, junto aos alunos do Ensino Fundamental e Médio, como também as atividades da área Verde da Escola ( Horta, Pomar, Viveiro e Jardim). Atuou na Universidade do Estado do Pará no curso de Graduação de Licenciatura em Ciências Naturais, assim como na Faculdade de Ensino da Amazônas Reunidas (FESAR), no Curso de Zootécnia. Foi aprovada no Centro Federal de Educação Tecnológico do Pará (CEFET-PA), como substituta do Curso Técnico de Aqüícultura. Ao longo da vida Docente ministrou aulas na área de Biologia Geral, Metodologia da Pesquisa, História da Ciência, Prática Docente, Limnologia e Qualidade da água em Aquicultura, Ecologia e Educação Ambiental, Biologia Aquática e Pesqueira, dentre outras disciplinas. Além de orientar e acompanhar Estágios Supervisionados, Monitorias e Trabalhos de Conclusão de Curso. Participou do grupo de pesquisa da UEPA, denominado de GEPEASF (Grupo de estudo e pesquisa em Educação Ambiental, Social e Filosofica), devidamente cadastrado no CNPQ. Atualmente atua junto ao curso Técnico em Agropecuária e curso Superior de Agronomia do IFPA como professora efetiva.

Alex da Silva Barbosa, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

É Técnico Agrícola pelo Colégio Agrícola "Vidal de Negreiros" - CAVN (2006). Possui Graduação em Ciências Agrárias (Licenciatura Plena), pela Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias - CCHSA/UFPB, Campus de Bananeiras (2009), com período sanduíche na Universidade Técnica de Lisboa - UTL, Instituto Superior de Agronomia - ISA - Portugal (2008). Pós-Graduado em Ciências Ambientais pelo Centro Integradado de Tecnologia e Pesquisa da Paraíba -CINTEP/PB, Unidade de Guarabira (2010). Mestre em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Agrárias - CCA/UFPB, Campus de Areia (2011). Tem experiência nas áreas de Agricultura Tropical, Horticultura, Extensão Rural e Educação do Campo. Atualmente é Professor Concursado do Departamento de Agropecuária, Campus III da Universidade Federal da Paraíba e Estudande de Doutorado em Agronomia pela mesma Universidade com período Sanduíche na The University of Melbourne (Victoria - Australia), atuando na linha de pesquisa de Ecologia, Manejo e Conservação de Recursos Naturais com ênfase em Espermatófitas da Caatinga Paraibana (Cactaceae).

Charles Ira Abramson, Oklahoma State University/Regents Professor

Possui graduação em Psychology pela Boston University (1978), mestrado em Experimental Psychology pela Boston University (1983) e doutorado em Psychological Psychology pela Boston University (1986) . Atualmente é Regents Professor (titular) da Oklahoma State University. Possui inúmeros prêmios nacionais e internacionais, além de oito livros e mais de artigos científicos, em sua maioria com comportamento de abelhas.

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Publicado

2015-01-31

Como Citar

AQUINO, I. S.; SILVA, M. C.; BARBOSA, A. da S.; ABRAMSON, C. I. APRENDIZAGEM DA EXTENSÃO DA PROBÓSCIDE EM ZANGÕES AFRICANIZADOS (Apis mellifera L.) CONFINADOS. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 16, n. 1, p. 14–23, 2015. DOI: 10.1590/cab.v16i1.22587. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/22587. Acesso em: 29 fev. 2024.

Edição

Seção

Produção Animal