Conteúdo químico e energético do milho antes e após pré-limpeza

Autores

  • Sandra Iara Furtado Costa Rodrigues Novus do Brasil, Indaiatuba, São Paulo, Brasil
  • José Henrique Stringhini Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil
  • Márcio Ceccantini Adisseo do Brasil, Paulínia, São Paulo, Brasil
  • Antonio Mário Penz Júnior Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Andrea Machado Leal Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
  • Vanessa Peripolli Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Concepta Margaret McManus Pimentel Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1089-6891v16i217226

Palavras-chave:

Nutrição animal

Resumo

A indústria avícola normalmente tem pouco controle sobre a matéria-prima que chega à unidade de transformação. Este experimento teve como objetivo avaliar a qualidade química e energética do milho obtida em uma fábrica de rações, antes e após a pré-limpeza. Vinte amostras de 30 kg de milho, foram retiradas de caminhões que entregavam milho para o moinho. Após os caminhões serem descarregados e o material passar por processo de pré-limpeza, outra amostra foi retirada. As amostras foram classificadas e as propriedades físicas foram avaliadas: densidade (g/L), percentagens de grãos de material estranho,  impurezas, fragmentados, quebrados, chocho, danificados por insetos, queimados, fermentados, danificados,avariados e quirera, bem como análises de composição bromatológica: energia metabolizável aparente para aves (EMA), extrato etéreo (EE), fibra bruta (FB), amido (A), atividade de água (AA), proteína bruta (PB), lisina digestível e total, metionina, cistina, treonina, triptofano, valina, isoleucina, leucina, fenilalanina, histidina e arginina. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com dois tratamentos (antes e após a pré-limpeza) e vinte repetições cada. Os dados foram analisados ??usando o programa SAS ® e as diferenças entre os tratamentos obtidos pelo teste F. Correlações e componentes principais foram calculados. Houve diminuição na densidade após o processo de pré-limpeza que foi provavelmente devido à remoção de terra e pedras em vez de grão e as suas fracções. Aumentos significativos foram encontrados para danos causados ??por insetos, grãos fermentados e danificados, enquanto o nível de queimados foi significativamente reduzido após o processo de pré-limpeza. O amido aumentou após a pré-limpeza já que contaminantes normalmente são pobres neste componente, porém os níveis de fibra também aumentaram. Os níveis de energia metabolizável aparente, aminoácidos, digestibilidade aparente (P <0,05) e total (P <0,05) da histidina, de lisina total e metionina (P <0,05) foram reduzidos após a pré-limpeza. A densidade foi maior quando havia menos impurezas, como a casca de palha ou grãos pequenos. A presença de milho quebrado foi positivamente correlacionada (P <0,05) com material estranho (0,63) e fragmentos (0,76), enquanto que a proporção do milho danificado foi positivamente correlacionado com material estranho (0,68), os fragmentos (0,58) e milho quebrado (0,83). Neste estudo, mesmo as amostras sendo classificadas como de excelente qualidade antes da pré-limpeza, o processo de pré-limpeza foi eficaz em reduzir a umidade e atividade da água,  que ajuda a controlar o crescimento de fungos ou outros microorganismos nas rações. Os níveis de amido e fibra aumentaram após a pré-limpeza, enquanto que os níveis de energia metabolizável aparente não foram melhorados pela pré-limpeza.

Palavras-chave: amido; densidade; energia; proteína; umidade.

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Publicado

2015-04-29

Como Citar

RODRIGUES, S. I. F. C.; STRINGHINI, J. H.; CECCANTINI, M.; JÚNIOR, A. M. P.; RIBEIRO, A. M. L.; PERIPOLLI, V.; PIMENTEL, C. M. M. Conteúdo químico e energético do milho antes e após pré-limpeza. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, Goiânia, v. 16, n. 2, p. 158–168, 2015. DOI: 10.1590/1089-6891v16i217226. Disponível em: https://revistas.ufg.br/vet/article/view/17226. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Produção Animal