Fundamentos teóricos do Liberalismo
da razão de Estado à razão governamental crítica
DOI:
https://doi.org/10.5216/teri.v15i1.80916Palavras-chave:
Razão de Estado, Razão governamental crítica, Genealogia, Estado mínimoResumo
As transformações de paradigma que geraram as visões de mundo da modernidade, impuseram a necessidade de uma justificação racional para o poder. Por razão de Estado, Michel Foucault (1926-1984) compreende as produções teóricas no sentido de fundamentar a necessidade do governo e do Estado modernos. Em sua genealogia da razão de Estado, operacionalizada no curso Nascimento da Biopolítica, Foucault revela como foi gestada a tecnologia de governo e como se deu o seu aperfeiçoamento ao largo da história. Tal aperfeiçoamento ocorreu a partir de propósitos e finalidades atribuídas aos governos que foram sendo desenhadas ao longo do processo. Este artigo tem o propósito de destacar argumentações teóricas construídas para legitimar o Estado moderno, a partir de obras de filósofos que buscaram fundamentar a razão de Estado no alvorecer da modernidade, especificamente Thomas Hobbes (1588-1679) e Immanuel Kant (1724-1804). Objetiva-se realçar as transformações na razão governamental entre o século XVII e XVIII, que permitiram que os pressupostos que fundamentaram um governo absoluto justificassem, posteriormente, um governo liberal. Por fim, tece-se algumas considerações acerca das características da razão governamental crítica na arte de governar da contemporaneidade.
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Referências
BUCCI, Eugênio. A superindústria do imaginário: como o capital transformou o olhar em trabalho e se apropriou de tudo o que era visível. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
HOBBES, Thomas. Leviatã ou Matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
KANT, Immanuel. Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita. São Paulo: Brasiliense, 1986.
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