Gênero, "raça" e educação: em defesa de uma abordagem decolonial do currículo escolar e das práticas pedagógicas

Autores

  • Vagner Matias do Prado Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, Minas Gerais, Brasil, vagner.prado@ufu.br
  • Cássio Rodrigues Faria Rede Municipal de Educação (RME), Uberlândia, Minas Gerais, Brasil, carodfa@hotmail.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/rp.v34i1.77915

Resumo

O discurso falocêntrico ainda é muito vivo na sociedade brasileira. Essa vividez é um dos reflexos dos processos históricos, sociais e culturais, em que os diferentes corpos se encontram, regulados em uma matriz de poder masculina/heterossexual/reprodutiva/branca/cristã que produz desigualdades. Dessa forma, este artigo tem como objetivo problematizar as relações entre currículo escolar, gênero e a partir da perspectiva decolonial. Para isso, e inspirados no método ensaístico, analisamos os estudos de autores e autoras que relacionam o currículo, a colonialidade do poder e a construção do gênero como produção de uma sociedade que reitera valores excludentes. Entendemos que as práticas escolares precisam contextualizar a realidade que vivenciamos e, sobretudo, tensionar processos histórico, social e cultural que constroem e regulam as diferentes subjetividades. Apontamos como caminho a decolonização do currículo escolar e o investimento em discussões que interseccionem a categoria de análise social com os marcadores de diferenças de classe e sexualidade.

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Publicado

2023-12-05

Como Citar

PRADO, V. M. do; FARIA, C. R. Gênero, "raça" e educação: em defesa de uma abordagem decolonial do currículo escolar e das práticas pedagógicas. Revista Polyphonía, Goiânia, v. 34, n. 1, p. 300–315, 2023. DOI: 10.5216/rp.v34i1.77915. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sv/article/view/77915. Acesso em: 23 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê Educação e Diversidades: Interfaces com a Inclusão Escolar