Relações étnico-raciais no ensino de Geografia: uma experiência com o Almanaque Afro-Geográfico
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v7.79873Palavras-chave:
ensino de Geografia, Almanaque Afro-Geográfico, racismo, cultura afrodescendenteResumo
Para conversar sobre as relações étnico-raciais com crianças necessitamos criar mecanismos que sejam envolventes e valorizem as culturas que, tradicionalmente, não foram vistas de forma positiva pela educação eurocêntrica. A criação de um Almanaque Afro-Geográfico foi o mecanismo que encontramos para suscitar nas crianças a curiosidade pela cultura africana e a valorização do negro no nosso país. Este texto apresenta a experiência de teste do Almanaque Afro-Geográfico com um grupo de crianças do quinto ano de uma escola pública de Brasília, Distrito Federal. Nosso objetivo foi o de observar qual a percepção que as crianças tinham sobre a África, os africanos e, por conseguinte, os afrodescendentes que compõem a maioria da população Brasileira. Por meio de uma metodologia fenomenológica, utilizamos os elementos da Geografia (mapas, imagens, conceitos de lugar, tempo e formação de identidade cultural, entre outros) e fizemos a intervenção utilizando o Almanaque. Percebemos o quanto as falas preconceituosas estavam associadas ao não conhecimento e valorização daquilo tudo que foi apresentado nas atividades propostas. Os resultados obtidos foram muito positivos, pois passaram desde a autoconsciência e valorização de suas origens, até uma visão crítica sobre a situação dos negros no Brasil.
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