O bestiário poético de Manoel de Barros em Arranjos para assobio
DOI:
https://doi.org/10.5216/sig.v33.63563Palavras-chave:
Poesia e bestiário. Visão de mundo. Manoel de Barros. Arranjos para assobio.Resumo
Este artigo examina uma das mais significativas propriedades da construção poética de Manoel de Barros em Arranjos para assobio, a ressignificação da simbologia da natureza e do seu reino animal de influência buscada na tradição do bestiário medieval. O artigo demonstra, por meio de uma análise comparativa, semelhanças entre imagens e figuralidades da poesia de Manoel de Barros e o bestiário medieval, aproximando-as em termos de visão e entendimento do Mundo: a compreensão de que a inteireza da existência está na fragmentação das coisas e nas harmonias das suas inusitadas aproximações.
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