A (des)aglutinação sintático-semântico-discursiva: um enfoque enunciativo do verbo intransitivo em reportagens impressas

Autores

  • Fabíola Nóbrega Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Paraíba, João Pessoa, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v28i2.35608

Palavras-chave:

Enunciação, Verbos Intransitivos, (Des)aglutinação sintático- semântico-discursiva, Gênero discursivo reportagem.

Resumo

A aglutinação sintático-semântico-discursiva é um processo que diz respeito à  junção  do  complemento  no  verbo  concebido  pela  Gramática  Tradicional (GT)  como  intransitivo,  não  tendo  a  ocupação  material  do  lugar  de  objeto. No  entanto,  em  algumas  situações,  estes  verbos  podem  ser  usados  com  o complemento  materializado  no  plano  da  sintaxe,  havendo  a  desaglutinação sintático-semântico-discursiva. Este fenômeno é provocado por motivações de ordem enunciativa. Assim, neste artigo tivemos como objetivo geral analisar a (des)aglutinação sintático-semântico-discursiva no verbo viver, definido pela GT  como  intransitivo,  utilizando,  para  isso,  reportagens  impressas.  Para  tal propósito, recorremos ao construto teórico defendido por Bakhtin/Volochinov (1981,   1926),   Bakhtin   (2003),   além   de   pesquisadores   do   pensamento linguístico  do  Círculo  de  Bakhtin.  Nosso  corpus  foi  composto  por  vinte  e duas reportagens impressas da Revista Veja, publicadas no período de 1968 a  2013  e  pesquisadas  no  site  de acervo digital da revista.  À  luz da discussão tecida neste artigo, podemos afirmar que o verbo definido como intransitivo  pela  Gramática  Tradicional  é  um  caso  de  aglutinação  sintático-semântico-discursiva. E o Objeto Direto Interno, por sua vez, é um caso de desaglutinação sintático-semântico-discursiva.

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Publicado

2016-11-23

Como Citar

NÓBREGA, F. A (des)aglutinação sintático-semântico-discursiva: um enfoque enunciativo do verbo intransitivo em reportagens impressas. Signótica, Goiânia, v. 28, n. 2, p. 433–456, 2016. DOI: 10.5216/sig.v28i2.35608. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sig/article/view/35608. Acesso em: 1 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigo