A língua de sinais e o guia-intérprete como mediador na educação da pessoa com surdocegueira

Autores

  • Wolney Gomes Almeida Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Ilhéus, Bahia.
  • Jeremias Barreto Souza Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Ilhéus, Bahia.

DOI:

https://doi.org/10.5216/rs.v2i1.45783

Palavras-chave:

Guia-intérprete, Inclusão educacional, Inclusão social, Mediação, Surdocegueira.

Resumo

Refletir sobre a pessoa com surdocegueira e, sobretudo, o atendimento direcionado ao surdocego no contexto socioeducacional, constitui uma necessidade acadêmica, seja quanto à produção de conhecimentos teóricos, como às intervenções práticas. Essa problemática configura os caminhos percorridos pelo presente artigo, a fim de investigar a importância da atuação do profissional Guia-intérprete no atendimento a pessoas com surdocegueira, a partir das práticas comunicativas com surdocegos e caracterizando os fatores e aspectos que interferem em sua atuação profissional enquanto mediadores para a socialização do surdocego. A partir das contribuições teóricas sócio-interacionistas, este trabalho pauta suas reflexões pela compreensão de que a relação do sujeito surdocego com o meio constitui fator essencial para o desenvolvimento desses indivíduos. A pesquisa de caráter bibliográfico permite a análise sobre a falta de informações e de conhecimentos específicos sobre a deficiência como um fator determinante para o surgimento de barreiras de ordem estrutural, programática, atitudinal, arquitetônica, que atingem tanto a qualidade dos serviços prestados ao surdocego, quanto a realidade social desse indivíduo, uma realidade excludente e de segregação.

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Biografia do Autor

Wolney Gomes Almeida, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Ilhéus, Bahia.

Doutor em Educação (Linha de pesquisa: Educação e Diversidade) pela Universidade Federal da Bahia - UFBA, possui Mestrado em Cultura e Turismo pela Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC. Especialista em Língua Brasileira de Sinais pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá (RJ); Licenciatura em Letras pela Universidade Paulista; Bacharel em Comunicação Social Radio e Tv (2005) pela UESC. Atualmente é professor da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, ministrando a disciplina Libras. É intérprete e instrutor de LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais, possuindo certificação de intérprete/tradutor de Libras e instrutor de Libras reconhecido e autorizado pelo MEC em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Autor do Livro didático "Introdução à Língua Brasileira de Sinais" (Editus), e organizador dos livros "Educação e Inclusão: Desafios e Possibilidades para a pessoa Surda" e "Educação de Surdos: Formação, Estratégias e Prática Docente". Tem experiência na área de Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão social, comunidade surda, Libras, comunicação e educação de surdos. 

Jeremias Barreto Souza, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Ilhéus, Bahia.

Advogado e Comunicólogo, tendo obtido o grau de Bacharel em Direito pela União Metropolitana de Educação e Cultura - UNIME e o grau de Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Rádio e Televisão pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. Pós-graduado em Direito e Práticas Jurídicas Cível, Trabalhista e Previdenciária pela Faculdade de Ilhéus. Foi bolsista de Iniciação Científica Júnior FAPESB no ano de 2005 e bolsista de Iniciação Científica PIBIC - ICB/UESC 2009 e 2010. Hoje atua como Advogado e, também, como Assessor de Imprensa do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna - SIMPI - BA.

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Publicado

2017-07-14

Como Citar

ALMEIDA, W. G.; SOUZA, J. B. A língua de sinais e o guia-intérprete como mediador na educação da pessoa com surdocegueira. Revista Sinalizar, Goiânia, v. 2, n. 1, p. 67–87, 2017. DOI: 10.5216/rs.v2i1.45783. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revsinal/article/view/45783. Acesso em: 28 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos