VOLVER A CASA : ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O RETORNO (E O NÃO-RETORNO) DOS IMIGRANTES ESPANHÓIS NO BRASIL

Autores

  • Esther Gambi Giménez

Resumo

O retorno sempre esteve presente no processo migratório e, assim, uma simples olhada nos saldos demonstra-nos que as perdas de população nunca foram definitivas. Às vezes o regresso fazia parte dos planos do imigrante, inclusive antes de sair, sobretudo no caso do êxodo europeu, onde a proximidade geográfica e a facilidade para poupar algum dinheiro faziam mais factível o retorno. A maior distância do continente americano, a escassez de recursos e a fácil adaptação ao meio fizeram com que o retorno dos imigrantes transoceânicos fosse menos frequente e que alguns partissem com a ideia de não volver. Isto não significa que o destino de todos os que cruzaram o Atlântico fosse permanecer indefinidamente nos seus países de acolhimento. De fato, durante a etapa da emigração em massa (1880-1930), os índices de retorno alcançaram 44,5%, quer dizer, quase a metade dos que foram embora acabaram regressando (GONZÁLEZ MARTÍNEZ, 2003, p. 114). Na segunda grande emigração (1946-1962), o número de retornados foi menor, provavelmente porque ao se exigir aos imigrantes um maior nível de preparação, as possibilidades de fracassar eram menores. Ainda assim, a proporção de retornados não foi desdenhável, rondando 38% para o conjunto da América Latina, com Venezuela, Argentina e Brasil à cabeça. (...)

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Publicado

2017-08-01

Como Citar

GAMBI GIMÉNEZ, E. VOLVER A CASA : ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O RETORNO (E O NÃO-RETORNO) DOS IMIGRANTES ESPANHÓIS NO BRASIL. Revista UFG, Goiânia, v. 13, n. 10, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48356. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Mundo Digital e a Universidade