CONSIDERAÇÕES SOBRE A OCUPAÇÃO AGRÍCOLA DO CERRADO

Autores

  • Edson E. Sano
  • Laerte G. Ferreira

Resumo

Até meados da década de 1960, a ocupação dos cerca de 204 milhões de hectares do Cerrado era incipiente. Os poucos corajosos que se aventuraram nessa área procuravam pedras preciosas em alguns rios que contornavam árvores tortas e com folhas silicosas e quebradiças. Eles estavam à busca das pepitas de ouro mais valiosas do mundo e das esmeraldas mais verdes do planeta. Esses corajosos eram conhecidos como bandeirantes e habitavam o sul e sudeste do país. A partir do início da década de 1970, a ocupação se intensificou, apesar do paradigma de que os solos antigos, ácidos e pouco férteis, não se prestavam para a criação de gado e nem para agricultura. Com a construção de Brasília em 1960, começaram a surgir rodovias que ligavam o país de norte a sul, de leste a oeste, dos pampas aos seringais da Amazônia. Mas as terras continuavam pobres em nutrientes. Nelas, brotavam apenas árvores tortas. Quem quisesse arriscar a plantar alguma coisa, tinha à disposição fartura de incentivos fiscais federais. Transformar fartura de dinheiro em fartura de comida, eis o desafio que estava vigente na época. (Continua...)

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2017-08-01

Como Citar

E. SANO, E.; G. FERREIRA, L. CONSIDERAÇÕES SOBRE A OCUPAÇÃO AGRÍCOLA DO CERRADO. Revista UFG, Goiânia, v. 12, n. 9, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48321. Acesso em: 6 jul. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Mundo Digital e a Universidade