Olhando o céu do fundo de um poço

Autores

  • Ricardo Avelino Gomes

Resumo

No início havia um múon – que atravessou toda a atmosfera e chegou na superfície da Terra. Na viagem, desafiou e desdenhou a mecânica de Newton. Como se não bastasse, continuou sua trajetória, penetrou a Terra e foi, eventualmente, observado em um detector subterrâneo a 705 m de profundidade... Um instante, por favor. Sim, claro. Nem todos tiveram o prazer de conhecer o múon. Eu mesmo o conheci somente na universidade, no curso de física moderna. Não, ele não era um aluno, tampouco um professor. Aqui vai a apresentação: o múon é primo-irmão do elétron. Aquele mesmo elétron que conhecemos desde não sei quando e sabe-se lá de onde, e que dizem, e eu acredito e confirmo, ser muito importante para o eletromagnetismo. O múon é uma partícula muito semelhante ao elétron – por isso dizemos serem “primos”. Mas o múon tem uma massa cerca de 200 vezes maior que a do elétron. Curioso, mas apesar de ser mais pesado, os físicos levaram muito mais tempo para encontrá-lo. Isto porque a matéria que nos rodeia, e que, por acaso, também forma o nosso corpo, é composta apenas por prótons, nêutrons e elétrons. Não existem múons na estrutura elementar dos átomos com que lidamos no dia a dia. (Continua...)

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Publicado

2017-08-01

Como Citar

GOMES, R. A. Olhando o céu do fundo de um poço. Revista UFG, Goiânia, v. 12, n. 8, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48307. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos