Considerações sobre a crise econômica

Autores

  • Ricardo Musse

Resumo

A partir dos anos 1970, os EUA introduziram paulatinamente uma série de alterações no funcionamento do sistema econômico internacional que, na prática, subverteu o modelo anterior firmado no pós-guerra. As políticas anticíclicas que permitiram a expansão conhecida como os “trinta anos dourados” foram desmontadas uma a uma. Os excedentes monetários, até então sob o controle parcial dos Estados, passaram a ser geridos pelo mercado, com a concomitante redução da participação dos salários na renda nacional e dos benefícios conquistados como direitos sociais. O controle de capitais pelos Estados nacionais, outra peça chave do arcabouço anterior, cedeu lugar à livre circulação inclusive de capitais de curto prazo, propiciando os movimentos especulativos que moldam atualmente o mercado de dinheiro. Ao longo desse processo, os Estados passaram por alterações substanciais não só com a restrição de sua participação direta como agente econômico, mas sobretudo com a redução significativa de suas atividades de planejamento e regulação. Com o fim da situação de exceção, da assim chamada regulação keynesiana, o capitalismo retornou ao seu leito habitual. O ímpeto e a dinâmica econômica voltaram a ser ditados pelo mercado e as crises a se suceder com precisão matemática.

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Referências

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Publicado

2017-07-31

Como Citar

MUSSE, R. Considerações sobre a crise econômica. Revista UFG, Goiânia, v. 11, n. 7, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48263. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos