Subjetividade midiática: tempo e memória no discurso das biografias c

Autores

  • Felipe Pena

Resumo

Lembro, logo existo. No ritmo alucinante da contemporaneidade, com
mudanças aceleradas e dissolução de certezas e referenciais, recorrer à
memória é mais do que uma compensação. É uma tentativa desesperada de
encontrar alguma estabilidade diante da reordenação espacial e temporal
do mundo. Lembrar é trazer de volta antigos modos de vida e experiências
sociais. É tentar reviver momentos de coerência e estabilidade.
Para Jesus Martín-Barbero, vivemos um “boom de memória”, causado
pela crise na moderna experiência do tempo (2000, p. 1). Barbero identifica
várias manifestações desse boom: crescimento e expansão dos museus,
restauração dos velhos centros urbanos, auge do romance histórico, moda
retrô na arquitetura e no vestuário, entusiasmo por comemorações, multiplicação
de antiquários e um grande interesse pelas biografias e autobiografias.

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Publicado

2017-07-31

Como Citar

PENA, F. Subjetividade midiática: tempo e memória no discurso das biografias c. Revista UFG, Goiânia, v. 10, n. 5, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48223. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos