ARTE CONTEMPORÂNEA DE GOIÁS: EXPERIÊNCIAS COM A VIDA COTIDIANA

Autores

  • Carlos Sena Passos

Resumo

A produção artística contemporânea de Goiás está preocupada com as questões da arte e da vida que surgem na atualidade. Com o crescimento e a transformação de Goiânia numa metrópole regional, as poéticas regionalistas marcadas pela linguagem sertaneja, típicas da cidade interiorana, arrefeceram e tornaram-se obsoletas.  A vida urbana que se formou na capital, com o ritmo acelerado do trânsito, o alto volume de informações em circulação e a dominação do ambiente de consumo globalizado, trouxe um complexo de novas referências visuais e um imperativo comportamental citadino que se mesclou à cultura rural, existente como bagagem antropológica. A partir dos anos 90, a produção contemporânea goiana conseguiu formar um conjunto significativo de artistas capazes de dialogar com as questões dos circuitos artísticos brasileiro e internacional. Sem esquecer os princípios imemoriais da cultura local, o compromisso desses artistas se fez com a reflexão sobre confronto do sujeito com o seu mundo, com o aqui e o agora, com o que é a essência do presente.
Este ensaio visual (juntamente com a capa) apresenta trabalhos de treze artistas formados após a consagração da obra de Siron Franco, artista cuja grande importância consiste em transpor a mitologia regional para o contexto da contemporaneidade. O ensaio exibe trabalhos recentes, formando um conjunto das atuais pesquisas artísticas em andamento, e reúne produtores que surgiram sob o rótulo Geração 80 – como Selma Parreira, ZéCésar, Luís Mauro e Edney Antunes – a artistas que demarcaram suas pesquisas a partir da última década do século XX – como Marcelo Solá, Divino Sobral, Juliano de Moraes, Pitágoras e Rodrigo Godá – e,  ainda, jovens nomes que agora emergem – como Helga Stein, Marcus Freitas, Sandro Gomide e Ludmila Steckelberg. Este recorte com obras de artistas de diversas gerações mostra como o panorama artístico atual, apesar de registrar grande atividade das linguagens mais tradicionais – como desenho e pintura –, está fortemente comprometido com as pesquisas que envolvem meios fotográficos, inesperadas situações tridimensionais e materiais insólitos. É importante destacar também que muitos desses artistas transitam entre categorias diferentes, do desenho à pintura ou à fotografia, da gravura à assemblagem, do objeto à fotografia, da escultura à instalação, do desenho à intervenção. (Continua...)

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Publicado

31-07-2017

Como Citar

PASSOS, C. S. ARTE CONTEMPORÂNEA DE GOIÁS: EXPERIÊNCIAS COM A VIDA COTIDIANA. Revista UFG, Goiânia, v. 9, n. 4, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48199. Acesso em: 20 maio. 2024.

Edição

Seção

Ensaio Visual