A consolidação da Pintura Moderna no Brasil

Autores

  • Ricardo Fabbrini

Resumo

Rafael Cardoso analisa 25 pinturas produzidas no Brasil, de 1790 a 1930. O critério que motivou sua seleção foi o equilíbrio entre a qualidade artística das obras e sua representatividade histórica. Seu objetivo foi interpretar o processo de formação da pintura moderna brasileira a partir das diferentes configurações do meio artístico, do Império à República; foi analisar as condições de produção, circulação e recepção da pintura nesse amplo período: a relação entre o artista, o público, a crítica, os colecionadores, e instituições, como a Academia Imperial de Belas Artes (1826 a 1889) e a Escola Nacional de Belas Artes (1890). Não se trata, portanto, de um manual, ou história da arte no sentido convencional, pois, ao lado de pinturas de referência, há outras raramente lembradas; pois o autor analisa tanto pinturas cujo valor estético é continuamente reafirmado quanto pinturas, ditas menores, que lhe permitiam, pelo exame das circunstâncias de sua produção, entender o processo de consolidação da pintura moderna no país. Esse tema, de uma linha evolutiva da pintura de cunho brasileiro, possui, como se sabe, fortuna crítica, que resumo de modo caricatural. Nos anos 1920, Mário de Andrade situou o ponto de partida de nosso processo formativo na pintura em Caipira picando fumo, de Almeida Júnior, de 1893, e seu ponto de chegada em Caipirinha, de Tarsila do Amaral, de 1923. Esse processo de formação consistiria, assim, na passagem de um assunto estereotipado, próprio à arte acadêmica, para uma “forma brasileira”, própria da arte moderna. (Continua...)

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Publicado

31-07-2017

Como Citar

FABBRINI, R. A consolidação da Pintura Moderna no Brasil. Revista UFG, Goiânia, v. 9, n. 4, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48190. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Críticas e Resenhas