A revolução que veio do espaço

Autores

  • Laerte Guimarães Ferreira

Resumo

As primeiras evidências sobre a nossa capacidade de descrevermos, de forma consistente e espacialmente coerente, o mundo à nossa volta remontam a uma placa de argila encontrada na Babilônia (atual Iraque... ao menos até poucos anos atrás...), considerada o primeiro mapa mundi, com aproximadamente 5 mil anos de idade. À exceção da Idade Média, quando os mapas passam a ser dominados pela religião – nesta época o mundo aparece limitado por um círculo (representando a harmonia do universo) e por Jerusalém, principal referência geográfica da época, situada no centro de uma cruz (daí a denominação mapas T-O) –, nossa capacidade de descrever e entender o mundo avança de forma significativa ao longo dos séculos. No Renascimento, retoma-se a concepção geográfica do grego Ptolomeu, o qual, ainda no início da era cristã, concebeu representações baseadas em projeções, latitudes e longitudes. Os mapas passam a ser um instrumento imprescindível ao espírito vigente, isto é, o dos grandes descobrimentos. Datam deste período as primeiras representações do Novo Mundo e do Brasil, em particular. Ainda que só por volta de 1720 o Brasil passasse a ser representado em maior detalhe e próximo da sua forma atual, tanto do ponto de vista geométrico quanto do geográfico, já há nestes primeiros esboços alusão à vastidão Amazônica, marcada por extensos rios e lagos misteriosos, nunca encontrados. (Continua...)

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Publicado

31-07-2017

Como Citar

FERREIRA, L. G. A revolução que veio do espaço. Revista UFG, Goiânia, v. 9, n. 4, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48178. Acesso em: 12 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos