O sertão no interior da máquina do mundo

Autores

  • Luiz Gonzaga Marchezan

Resumo

Antônio Geraldo Cunha,  no seu Dicionário etimológico  da língua portuguesa, atesta­nos que a palavra sertão é de etimologia obscura e que, provavelmente, foi difundida 
no século XV a fim de designar uma “região agreste, distante das povoações ou das terras
cultivadas”. Camões, em Os Lusíadas, no canto X, nos quatro últimos versos da  estrofe 
134, utiliza­se  da  palavra  sertão, para  nós, na  acepção apreendida  por Geraldo Cunha,
muito próxima à do poema camoniano: 
A gente do sertão que as terras anda, Um rio diz que tem miraculoso, Que, por onde ele só, sem outro, vai, Converte em pedra o pau que nele cai.
O  sentido dado por Camões à  expressão “a  gente  do sertão”, por meio da voz 
narrativa de um navegador, chama­nos a atenção para um dado espaço, em terra, em que 
também transcorrem aventuras, pressupostas, no poema, nos testemunhos cantados como 
sabidos, vividos por grupos que se  aventuram por terra  e  por um dado espaço, um certo 
lugar, o sertão.  (Continua...)

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Publicado

28-07-2017

Como Citar

MARCHEZAN, L. G. O sertão no interior da máquina do mundo. Revista UFG, Goiânia, v. 8, n. 2, 2017. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48104. Acesso em: 13 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê Mundo Digital e a Universidade