SACRALIDADE E MONARQUIA NO REINO DE TOLEDO (SÉCULOS VI-VIM)

Autores

  • Ruy de Oliveira Andrade Filho Professor de História Medieval da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Campus de Assis.

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v11i1.9143

Resumo

Numa leitura simbólico-metafórica da conversão oficial ao catolicismo de Recaredo, em 589, ficava estipulado, através da sacralização régia, uma ordem ético-normativa. Implicava, pois, a submissão a todos elementos supranaturais que envolviam o rei; a desobediência a eles também se vinculava a elementos supranaturais, mas ligados ao conceito cristão do mal, de pecado. Era, dessa forma, uma desobediência às normas divinas. A criação da monarquia católica visigoda poderia ser encaixada, pois, dentro do que se poderia chamar de mitologia de origem refundante, na medida em que, diante da precariedade e instabilidade decorrentes da incipiente “conversão” recorria à gestualidade ritual ou procurava criar, com Recaredo, uma narrativa mitológica não estabelecida como memória, mas determinante da nova situação.

PALAVRAS-CHAVE: Alta Idade Média, sacralidade, monarquia, reino de Toledo.

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Publicado

2010-03-23

Como Citar

ANDRADE FILHO, R. de O. SACRALIDADE E MONARQUIA NO REINO DE TOLEDO (SÉCULOS VI-VIM). História Revista, Goiânia, v. 11, n. 1, 2010. DOI: 10.5216/hr.v11i1.9143. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/9143. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos