A representação da sexualidade por idosas e a educação para a saúde
DOI:
https://doi.org/10.5216/ree.v12i4.8830Palavras-chave:
Sexualidade, Envelhecimento, Mulheres, Educação em saúdeResumo
doi: 10.5216/ree.v12i4.8830
Neste estudo, centrado na sexualidade de idosas, objetivou-se desenvolver e avaliar estratégias de educação para a saúde baseada na pedagogia crítico-social, partindo da representação social da sexualidade pelas mulheres portadoras de Hipertensão Arterial Sistêmica, participantes de um grupo de encontro de um centro de saúde no noroeste do Estado do Paraná/Brasil. Tratou-se de uma pesquisa-ação, realizada no segundo semestre de 2009. A população-alvo foram seis hipertensas participantes de um grupo de encontro semanal de um centro de saúde localizado no noroeste do Estado do Paraná-Brasil, correspondendo a totalidade que atendiam aos critérios: ter 60 anos ou mais, ser portadora de Hipertensão Arterial Sistêmica, frequentar o grupo de encontro. Foram utilizados o grupo focal, o grupo pesquisador e a entrevista semi-estruturada. Os dados foram analisados pela técnica de análise de conteúdo de Bardin. Evidenciou-se que há dificuldade de entender e explicar a sexualidade por estas mulheres que, no entanto, a representam como reducionismo ao sexo e de forma velada. A educação para a saúde realizada permitiu a dialogicidade e conduziu à reflexão da sexualidade. Desta forma, entende-se que o valor maior dessa pesquisa não se manifestou na mudança radical e informada de comportamentos, mas na concretização de uma atividade educativa contextualizada.
Descritores: Sexualidade; Envelhecimento; Mulheres; Educação em saúde.