Cadeias sem fio. A crise do sujeito e “ordo amoris” na cultura digital

Autores

  • Vincenzo Susca Université Paul Valéry/Montpellier

DOI:

https://doi.org/10.5216/ci.v21i2.54009

Palavras-chave:

Comunicação, televisão, imagem, imaginário, sociologia.

Resumo

Consideramos, neste artigo, que a partilha nesse meio efêmero que são as redes sociais estabelece um vínculo afetivo entre os membros da tribo, da própria rede ou da comunidade no geral. E que essa união carrega, como uma de suas características, uma intensa carga emocional. A relação, a partir desse momento, não se origina mais do com-partilhamento de princípios só abstratos ou só das instâncias racionais, mas é delineada por meio de uma comunhão de destino que são os múltiplos fragmentos superficiais. Assim, estabelece-se uma relação virtuosa de consequências na qual a reversibilidade entre natureza e cultura é atuante, nessa dialética complexa entre órgãos biológicos e instrumentos tecnológicos.

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Biografia do Autor

Vincenzo Susca, Université Paul Valéry/Montpellier

Professor de Sociologia do Imaginário e atual diretor do Departamento de Sociologia na Universidade de Montpellier, na França, pesquisador do Centro de Estudos sobre o Atual e o Cotidiano, na Sorbonne, França, e do McLuhan Fellow, na Universidade de Toronto, no Canadá. Entre seus últimos livros: "Gioia Tragica. Le forme elementari della vita elettronica (Milano 2010, Parigi 2011, Barcellona 2012); Les affinités connectives (Parigi 2016, Sulina, Porto Alegre 2018). Fundador dos Cadernos Europeus do Imaginário (CNRS Éditions), em 2008, com Michaël Dandrieux.

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Publicado

2018-10-30

Como Citar

SUSCA, V. Cadeias sem fio. A crise do sujeito e “ordo amoris” na cultura digital. Comunicação & Informação, Goiânia, Goiás, v. 21, n. 2, p. 19–31, 2018. DOI: 10.5216/ci.v21i2.54009. Disponível em: https://revistas.ufg.br/ci/article/view/54009. Acesso em: 9 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos