Discursos de colunas de consultório e subjetividade

Autores

  • Bethania Mariani Universidade Federal Fluminense (UFF)

DOI:

https://doi.org/10.5216/c&i.v7i1.24282

Palavras-chave:

Consultório psicanalítico. Representação do sujeito. Psicanálise.

Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar a análise comparativa de consultório psicanalítico. A análise permitiu verificar que tais colunas 1) pasteurizam o discurso da psicanálise; 2) homogeneizam as narrativas feitas nas cartas dos leitores, seja uniformizando as situações apresentadas ou transformando tais narrativas em exemplos de condutas a (não) serem seguidas; 3) simplificam as soluções das queixas psicológicas relatadas, inserindo-as em contextos universalizantes, o que produz um efeito de obviedade e naturalização dos sentidos, e 4) traçam fronteiras entre o normal e o patológico,definindo um e outro a partir da descrição/sugestão de determinados comportamentos sociais. Observa-se, desse modo, que o que está em jogo em tais colunas é um processo de representação de sujeito que é construído a partir de um teatro da consciência, ou seja, a partir da construção de evidências de uma identidade que encobre os processos socioideológicos em Jogo. Em suma, em nome da psicanálise, tais colunas elaboram formas de comportamento cristalizadas e idealizadas, como se fosse possível atingir um bem-estar por meio de modos de agir, pensar e sentir que poderiam/deveriam ser seguidos pór qualquer leitor de tais colunas. ...a promoção do "eu" em nossa existência leva, conforme a concepção utilitarista do homem que a secunda, a realizar cada vez mais o homem como indivíduo. (J. Laean)

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Biografia do Autor

Bethania Mariani, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Profa. Dra. da Universidade Federal Fluminense e Pesquisadora do CNPq. A
primeira versão deste texto foi apresentada no congresso da ABRALIN, realizado na SBPC, Recife, 2003.

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Publicado

2013-05-21

Como Citar

MARIANI, B. Discursos de colunas de consultório e subjetividade. Comunicação & Informação, Goiânia, Goiás, v. 7, n. 1, p. 47–62, 2013. DOI: 10.5216/c&i.v7i1.24282. Disponível em: https://revistas.ufg.br/ci/article/view/24282. Acesso em: 23 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos