A A aula como resistência ao autoritarismo: pensar um campo de luta na sala de aula e para além dela

Autores

  • Bruno Andrade Ribeiro Universidade Federal de Sergipe, Aracajú, Sergipe, Brasil.
  • Josefa de Lisboa Santos Universidade Federal de Sergipe, Aracajú, Sergipe, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v13i1.57382

Resumo

Em tempos nos quais saudar torturadores tornou-se exercício comum a candidatos eleitos na democracia procedimental brasileira, negar o pensamento crítico como manutenção de discursos e práticas autoritárias se configura em projeto para uma nação desmemoriada. O espaço que se pensa pela e para a classe dominante é aquele que explore de modo eficiente a força de trabalho em um constante estado de exceção, que contrapõe o bem-estar e a criatividade humana, em prol do crescimento econômico, sempre pífio no contexto de crise estrutural do capital. Nesse sentido, o presente artigo argumenta sobre a importância das aulas de Geografia na contraposição ao autoritarismo e destituição do pensamento crítico, representados pelo combate ao marxismo, fortalecimento do agronegócio e negação dos direitos trabalhistas. Portanto, parte-se da compreensão de que a crítica do discurso geográfico envolve a compreensão de que não se formula uma teoria a partir da descrição da realidade imediata, mas através da transformação histórica do real, em uma contínua relação entre prática e reflexão.
Palavras-chave: Trabalho, Espaço, Pensamento Crítico, Aulas de Geografia.

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Publicado

2019-04-20

Como Citar

RIBEIRO, B. A.; SANTOS, J. de L. A A aula como resistência ao autoritarismo: pensar um campo de luta na sala de aula e para além dela. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 187–207, 2019. DOI: 10.5216/ag.v13i1.57382. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/57382. Acesso em: 2 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigos